Eu quero estar apaixonado novamente

Pequeno drama de um apaixonado 5 Novamente as Lembranças Novamente o silêncio toma conta do meu ser, e do verso inacabável, mas uma lembrança se reprisa, transcendendo os limites do pensamento. Trazendo para a realidade de um sonho o fascínio equilíbrio de uma intensa troca de olhares, a tortura que invade a alma. Eu estou paralisado, tentando lembrar todas as memórias Eu só quero estar apaixonado, estar apaixonado novamente Eu só quero entender, por que você é tão bonita E eu não posso deixar cair este lágrimas novamente Eu não quero que você me ver chorando por você Mesmo que seja tão difícil tentar esquecer tudo Eu não quero que você ... Estar apaixonado é muito mais do que simplesmente amar. É amar e reamar. É sempre (e novamente) se apaixonar. É ver todos os dias a mesma pessoa e sentir saudade. É se viciar todos os dias de forma diferente no mesmíssimo ser. Confira nossa lista de 10 filmes românticos disponíveis na Netflix e assista com seu crush! Compartilhar Tão doce quanto estar apaixonado pode ser, às vezes deixa um gosto doentio na boca. Eu quero ser solteira de novo e sei o que quero. Mas você? Desde que me lembro, sempre me apaixonei. Estou feliz no amor e sempre fui feliz sabendo que tenho alguém especial que me quer e quer estar comigo. Mas, de repente, quero ser solteira novamente. Sobre eu estar apaixonado, eu já fiz outros posts sobre essa pessoa, mas eu to muito desesperado, me refiro a ela como J, eu conheci a J no último dia de aula antes da quarentena, e foi o melhor dia que eu tive em anos, ela é divertida, simpática, inteligente e bonita, mas eu sou um mlk meio barriga de chop (Sério, eu to só um pouco fora ... Quero estar apaxonada novamente...mas n consigo? ... E quando eu tiver saído para fora do círculo . ... apaxonado=apaixonado. carinhozo=carinhoso. um tar=um estar. atrx=atrás. convençida=convencida. ajudei-me= me ajudem. 0 0. caroline. Há 1 década. quando encontrar a metade da laranja sua se apaixonara de novo. 0 0. Hoje eu quero te mostrar Como Fazer Um Homem Se Apaixonar Novamente, caso ele já tenha se apaixonado, mas por algum motivo deixou de gostar de ti. >>> Veja nosso artigo também sobre como fazer um homem se apaixonar perdidamente. Estou apaixonado pela pessoa mais bela deste mundo. E como poderia não estar? É impossível ver seu rosto e não ficar paralisado, pois seu semblante transmite paz, serenidade, consolo. E seus olhos… Ah, seus olhos! Descobri neles a faísca divina, mas também pude vê-los lacrimejando diante da tristeza, da dor, da pobreza extrema. Letra, tradução e música de Into The Flood de Deepfield 🇧🇷 - Eu quero escrever seu nome em minha carne / Eu quero estar apaixonado por mim mesmo novamente / eu quero trazê-lo para baixo / eu quero trazê-lo para baixo

estou apaixonado novamente

2020.09.15 16:59 midnightroadstriker estou apaixonado novamente

eu sai de um relacionamento que era toxico pra mim, foi dificil terminar e saber lidar em estar sozinho, foi um namoro de 2 anos que começou no colégio e foi além dele, o relacionamento mais longo que tive. Porém, essa semana conheci uma garota mais nova que eu, sai com ela apenas uma vez, foi o melhor encontro que já tive na minha vida, foi do meu jeitinho sabe? eu pude ser EU, do inicio ao fim, sem medo, e eu não tiro ela da minha cabeça, e não sei como agir, eu não sei como é estar solteiro, não sei como tratar ou lidar com ela, ela tem 17, eu estou nos meus 20, e querendo ou não são outras realidades, eu estou na faculdade, ela ainda no colégio, eu não quero me precipitar e ficar muito encima, mas tambem quero vê-la novamente, quero mandar mensagem, nos já marcamos de sair novamente essa semana(Ela tambem adorou o encontro). e sobre eu não saber ficar solteiro, des que comecei a namorar, quando terminava uma relação começava outra, eu nunca fico solteiro, sempre tenho alguem comigo, toda vez que comecei a ficar com alguem se tornou algo sério, mas não quero colocar esse peso nela, nos só nos vimos 1 vez, eu to apaixonado. alguem tem alguma dica de como lidar com isso?
submitted by midnightroadstriker to desabafos [link] [comments]


2020.08.19 04:37 FlavioKD9 Um desabafo (de anos) um tanto quanto longo

Bom dia, boa tarde ou boa noite, queria deixar claro aqui que se você tiver paciência pra ler e opinar, agradeço. Mas já sei que vou levar muitos down votes, por que sei que o meu “problema” é nada comparado a outros mil que tem aqui.
Bom, vou começar da minha infância, sempre tive que me virar sozinho pois meu pai e minha mãe trabalhavam muito, e não tinha ninguém para me ajudar, então desde cedo cresci sozinho, e me virando. Isso é bom, aprendi desde cedo a cozinhar, limpar a casa, tarefas básicas do dia a dia. Na escola, nunca fui de ter muitas amizades, eu sempre fui o garoto gordinho que ficava sentado sozinho lendo ou escutando música. Isso perdurou até o fim do ensino fundamental, quando fui para o ensino médio, os problemas de amizade diminuíram um pouco, fiz alguns amigos que duraram exatos 3 anos. Eu já tinha gostado de algumas garotas na época do fundamental, mas nunca tinha me declaro por ser feio e gordo, eu achava isso ruim, mas, desde aquela época, não tinha força de vontade para encarar uma academia ou algo do tipo. Voltando para o ensino médio, começaram a aparecer os primeiros resquícios de falsidade entre os amigos, e então, eu me declarei para uma amiga, estávamos bem próximo na época, e aí aconteceu o que? A friendzone? Não, foi algo pior, quando eu me declarei para ela, ela me olhou e disse que não gostava de mim, e só tinha ficado mais próximo, para mim ajudar ela a ficar com o meu melhor amigo.
Lembra que tinha melhorado o meu problema com amizade? Então, a partir daquele momento, tudo tinha voltado para a estaca zero. Enfim, terminei o ensino médio com perrengues e muitas greves, inclusive eu tive o privilégio de conseguir fazer um curso pré-ENEM, se não estaria muito ferrado naquela maldita prova. Logo depois tive que encarar uma decisão fudida quando você tem 17/18 anos: o que fazer do futuro? Como a maioria (fontes das vozes na minha cabeça), eu não fazia ideia do que escolher, até porque eu gostava de jogar videogames, ler e escutar músicas. Foi então que decidi fazer Análise e Desenvolvimento de Sistema, e eu... odiei. Desenvolver é mágico, mas não é para mim. Então, teve todo um rolo com problema de matricula na minha faculdade, e eu iria perder um semestre, e como eu já não aguentava mais, eu decidi sair, foi então que por pressão dos meus pais (eu entendo que eles queriam o meu melhor e que eu tivesse pelo menos um diploma para não prejudicar o meu futuro), eles me fizeram entrar em uma faculdade particular, só que não tinha nenhum curso que me chamasse atenção, então vamos novamente para Análise e Desenvolvimento de Sistemas, como eles estavam pagando, eu tinha a obrigação de dar o meu melhor e passar. Ok, eu ia fazer o ENEM de novo, para tentar alguma outra coisa, foi então que eu tive a brilhante (idiota) ideia de ir para o oposto do que já estava estudando, entrei para História Bacharel (não me pergunte o porquê, pois foi um surto meu), cursei um ano, e por divergências de opiniões e expectativas frustradas (!), resolvi trancar, até para terminar a outra faculdade.
No final do ano passado (2019, que saudades de quando não tinha quarentena), conclui a faculdade particular, então meus pais estavam tranquilos, porque se desse alguma merda, eu tinha uma formação, e eu estava no começo da minha “crise”. No início desse ano, meu único e fiel amigo, que me acompanhou por 11 longos anos, morreu com uma doença que até hoje não descobrimos o que era, fizemos de tudo para salvar, mas não rolou. Eu e meus pais éramos muito apegados nele, resumindo ele dava alegria e energia para a casa. 2020 já tinha começado daquele jeito, que merda. Vou passar por alguns meses porque foi um trauma e meses de “recuperação”, então aconteceu a merda da COVID, comecei a ter crises de ansiedade quando via as notícias de quantas pessoas morriam por dia. Meses de ansiedades e falta de estabilidade mental depois, acontece uma parada que eu nunca tinha tido (ou, pelo menos, não lembro), eu me apaixonei platonicamente por uma artista brasileira 5 anos mais velha, desde o início dessa “paixão”, eu tentei colocar na minha cabeça de que nunca ia rolar (até hoje estou tentando) até mesmo para não me frustrar, mas não funcionou, e o pior é que não é nada sexual, ou coisa do tipo, é gostar de estar com a pessoa, ouvir ela falar, cantar, etc. Eu sei que agora provavelmente você deve estar pensando: “Alerta de maluco!!”, até porque eu estou pensando isso agora.
Ok, depois de estar formado, com uma faculdade trancada, apaixonado por uma atriz, chegou a famosa (conheci fazem 15 minutos) crise dos 20 e poucos. Meu pai é baterista e eu sempre vivi em volta da música, mas nunca tive determinação de aprender um instrumento. Mas, agora na quarentena, me veio a vontade de aprender a tocar violão (eu já o tinha parado há alguns anos, ganhei em algum aniversário), só que aí veio os sonhos malucos, comecei a sonhar alto demais, e, sempre que se sonha alto, vem as frustrações, por que é a minoria que consegue o que eu comecei a sonhar. Eu sonhei em ser Ator, Diretor, Escritor, Músico, resumindo, eu quero ser famoso, e eu sei que a partir do momento em que eu sonhei isso, já virou uma bola de neve de frustrações, porque para ser bom nessas coisas, a pessoa tem que treinar desde criança/adolescente, e eu com meus 21 para 22 anos, não sou mais um estudante, e sim um desempregado. Comecei a fazer pesquisas sobre a área e sobre o instrumento, li um artigo que para se tornar profissional, tinha que tocar há 15 anos. Mais crises de ansiedades. Ah, aí você me pergunta, com o que eu gastei o tempo dos meus 17 aos 21? Isso mesmo, videogames. Não vou mentir, eu gosto, ou gostava, nem sei mais quem eu sou. Fiquei pensando nisso e adivinha? Mais frustrações.
Agora eu estou em um looping, de tentar aprender alguma coisa, mas ter medo de ser miserável nisso, então eu não aprendo essa tal coisa, fico frustrado e começa tudo de novo. Já está chegando no ponto de eu pensar em fazer alguma coisa nova, mas desistir em seguida. Agora quando a faculdade voltar, pretendo mudar para Artes e estudar cinema e artes plásticas (não tem apenas o curso de Cinema aqui na minha cidade). Eu sei que pode parecer bobagem, mas eu não tenho mais forças pra levantar (falta de boleto!) de manhã, e sei que esses meus sonhos altos só vão levar em frustrações enormes, que eu não quero acumular para jogar em alguém. Sinto enormes dores de cabeça, e uma dor que eu não consigo explicar, não é algo físico, mas quando começo a sentir, me causa uma respiração ofegante e uma vontade de não existir.
E eu também sei que eu sou um puta hipócrita, que sou privilegiado por ser homem, branco e hetero. Que tem pessoa passando por muita coisa pior. Eu olho para todas essas merdas acontecendo pelo país e mundo, e sei o privilégio que eu tenho. Reconheço isso, mas essa vontade de não existir, é algo que parece colocar mais peso em problemas que são “comuns”. Eu não tenho coragem de fazer nada, porque eu sou filho único, e minha mãe já perdeu um irmão para a merda da depressão. Então, eu só convivo com isso, com as frustrações e sonhos altos demais, pretendo ir para um psicólogo quando a merda do COVID acabar, mas por enquanto, encontrei um lugar para falar mais abertamente sobre o assunto, que é esse sub, e, depois de anos, vou finalmente desabafar totalmente. Agora eu não sei exatamente o que fazer, estou tentando me forçar a tocar violão, mesmo com uma voz na minha cabeça dizendo eu vou ser miserável e nunca vou chegar aos pés dos profissionais.
Se você leu até aqui, primeiro, Parabéns! Segundo, obrigado por perder tempo lendo esses “problemas” boçais. Terceiro, fica a vontade de comentar, dar um conselho, me xingar, ou qualquer coisa do tipo. 😊 Desculpa se eu repeti ou deixei alguma coisa fora do contexto, coerência não foi o meu forte na redação do ENEM.
submitted by FlavioKD9 to desabafos [link] [comments]


2020.05.18 15:48 42bakunin42 Amar é deixar ir

No ano passado eu conheci uma garota (vou chamar ela de Juliana), nós nos conhecemos no trabalho, a Juliana não era uma garota de falar, ela era bem calma, tímida e na dela, só que diversas vezes eu a via triste, ela parecia deprimida , sempre tentei me aproximar dela, tentei de diversas formas fazer ele ficar um pouco mais feliz e dar risadas, e consegui, nos tornamos amigos, mais pra frente ela me disse que tinha depressão e tentou suicídio algumas vezes, mas que estava passando no psicólogo e esses pensamentos tinham passado, cada dia mais nos tornamos mais próximos, ela é atriz, fui em algumas peças dela, ela é muito boa. Um dia a Juliana me falou que não confiava em nenhum homen, apenas em mim;Ano passado foi meu último ano na universidade, e em diversas vezes eu queria desistir, sair da faculdade e desistir de tudo mas a Juliana não deixou, sempre me deu conselhos, puxões de orelha e apoio, mesmo ela sendo mais jovem que eu, ela sempre me pareceu muito mais madura. Com o tempo eu comecei a nutrir um sentimento amoroso por ela, adoro falar com ela, poderia passar o dia todo sentado ao lado dela falando sobre tudo, mesmo com esses sentimentos até hoje nunca falei sobre isso, não quero ela ache que toda nossa relação é baseada em um sentimento que criei. Recentemente ela me falou que é bissexual, e que nos últimos tempos ela tinha se apaixonado por duas pessoas, sendo que a primeira era uma menina, ela me falou que essa garota era uma ótima pessoa, que queria muito ter uma relacionamento com ela só que os pais não iriam apoiar e que decidiu não seguir em frente, a segunda pessoa era um homem, mas ela não me falou sobre ele.
Sendo sincero, eu sempre achei que ela fosse lésbica, então não fiquei surpreso com isso, eu amo aquela garota e quero que ela seja extremamente feliz, então resolvi que não vou falar nunca sobre meus sentimentos, não quero quebrar a confiança do único homem que ela confia, provavelmente, no futuro ela vai começar um relacionamento com alguma garota e eu vou apoiar ela, acho que amar alguém é também saber abrir mão, não acho que ela tenha os mesmo sentimentos que o meu, eu sei que ela gosta muito de mim, mas não dá mesma forma, além disso eu não acho que esteja pronto de verdade para um relacionamento, namorar alguém envolve muitos fatores mentais, de saúde e etc e nesse momento eu não tenho.
Eu espero que ela seja muito feliz com os amores que ela vai ter, quero que ela se apaixone novamente, que possa entrar de cabeça em uma relação, vou sempre estar do lado dela para tudo, é como disse amar alguém é saber deixar ir, ela é livre e sempre vai ser jamais quero forçá-la e nada.
submitted by 42bakunin42 to desabafos [link] [comments]


2020.05.13 19:34 ggebrimm ME AJUDEM PFVVVVV URGENTE, nao aguento mais isso

Tudo começou no inicio deste ano. Meu pai trabalha em várias cidades diferentes do país, até ai tudo bem, pq é assim desde que eu sou criança, mas de uns meses para cá, ele mudou muito. No inicio não me importei muito, já que nunca me dei bem com ele, mas depois de um tempo comecei a perceber que não era só comigo que ele tinha mudado. Comei a suspeitar de que algo estava acontecendo, comecei a prestar mais atenção nele. Eu sou relativamente calada dentro de casa, apesar de ser bem falante em outros lugares, mas eu sou muito observadora em qualquer ocasião. Comecei a suspeitar que meu pai estava traindo a minha mãe, mas não tinha provas nem nada, então não passava de suspeita. Certo dia, vi ele mexendo no celular e ele estava no whatsapp (tudo isso aconteceu em segundos) sabe aquele status? Então, ele estava olhando os status, ele passou em uma foto de uma mulher (não consegui ver o rosto), mas o que me chamou atenção foi que ele respondeu a foto dessa tal mulher, e assim que ele viu que eu estava passando atrás ele escondeu o celular discretamente. Ok, achei aquilo suspeito, mas nem liguei muito, podia estar enganada. Mais algum tempo se passou e a pandemia chegou. Minha mãe decidiu passar um tempo na fazenda com os meus avós e levou minha irmã, acabei ficando sozinha com meu pai em casa, e em todos esses dias percebi que ele se trancava no quarto e falava no telefone com alguém. Em um desses dias um homem que trabalha com meu pai em uma dessas cidades ligou para ele. Eu estava na sala com meu pai e disse algo, o homem escutou e falou algo do tipo "ta com ela ai?", meu pai ficou todo sem graça e logo falou que era eu, a filha dele ( ele ficou visivelmente assustado por achar que eu tinha escutado). Enfim, aconteceram varias coisas que aumentaram ainda mais a suspeita que eu tinha. Mas a uns 15 dia atras minha mãe pediu para eu procurar um dinheiro na maleta do meu pai (a maleta que ele leva para as viagens), achei um pacote de camisinha em um envelope feito a mão. Ali minha ficha caiu, ele estrava traindo a minha mãe (ela usa DIU, para quem não sabe, é o método contraceptivo mais seguro que tem. Entrei em choque, falei para o meu namorado e gravei um vídeo, mostrando que estava dentro da maleta dele (caso minha mãe não acreditasse em mim). Meu namorado falou que eu deveria contar para minha mãe era uma coisa que eu já iria fazer, mas fiquei preocupada com a reação (minha mãe tem depressão e já ameaçou se matar várias vezes). Uns dias se passaram e eu contei para a minha mãe. Ela reagiu bem e falou que iria conversar com ele naquela noite mesmo (ps; eu e minha irma estávamos na casa da minha vó). o outro dia ela não veio almoçar aqui, e me disse que eles tinham conversado sério, e me contou. Ela me disse que ele traiu ela sim, mas que tinha sido duas vezes, mas que ele iria contar para ela sim, mas que não sabia como. No outro dia, eu conversei com ela novamente. Contei tudo para o meu namorado e esperávamos que ela separaria. Mas ela não fez, e eu fiquei muito chateada e brava com ela também, pq ela decidiu perdoar mesmo sempre dizendo que jamais aceitaria uma coisa dessas. E FOI AI QUE O INFERNO COMEÇOU. Eu não conseguia mais olhar para a cara dele, nunca gostei dele pq ele sempre me machucou muito psicologicamente e sempre foi muito ausente. Minha mãe estava e ainda está se definhando por causa dessa traição. Decidi sair de casa e vir ficar com a minha avó alguns dias. Quando voltei para a casa deles, as coisas não estavam nada boas. Eles estavam brigando muito e etc, mas não interferi até ai. Em uma das brigas deles consegui escutar meu pai dizendo "vc quer que eu te bata?". A partir dai comecei a prestar mais atençao nas brigas dos dois, caso eu precisasse intervir. Minha mãe chamou o irmão mais novo para conversar sobre o que meu pai tinha feito e eu decidi escutar atrás da porta. E escutei isso (vou deixar em topicos para nao ter que ficar me explicando muito);

- Meu pai não traiu ela só duas vezes, tinha meses que ele estava com ela

- ele estava vivendo uma vida dupla nesta cidade em que ele trabalha
- ele dormi com ela na casa dela sempre que ia para lá, postava foto com ela nos stts, eles iam para restaurantes juntos, motel e etc

- ele conhecia a familia dela e os amigos também. tanto é que a mãe dessa mulher ligou para o meu pai dizendo que ela estava muito triste e que não era oara ele separar dela

- a moça ligou para a minha mae falando um monte de coisa - meu pai esta visivelmente apaixonado por essa mulher.
Eu fiquei muito chateada com a minha mãe por ela não estra me contatando toda a verdade (ela não sabe que eu sei isso tudo). Mas até ai tudo bem... em uma noite, eles começaram a discutir no quarto, eu não estava escutando muitos coisa, mas quando eu escutei ele falou "vou ter que te bater para você ficar quieta?" e trancou a porta. daí ele batia na cama e no travesseiro, fiquei em alerta. a a uns dois dias atrás ele disse a mesma coisa para ela. minha mãe destrancou a porta, e meu pai grito e ela também. eu levantei na hora e abri a porta entrei no quarto e ele estava segurando os braços dela, e ela deitada, e ele estava sentado nas pernas dela aí eu falei "sai de cima dela agora. sai de cima dela agora. você não é ninguém nessa casa, levanta agora porra. tô ligando para a polícia" aí ele levantou e veio até mim, e ficou me encarando, e eu continuei encarando. ele mandou eu ligar, e minha mãe começou a falar que não. ele falou mais uma vez e ela disse não. ele mandou eu perguntar o que ela fez, aí eu virei para ela e ela disse que ela tinha dado um murro nele. e eu falei que não interessava e voltei a encarar ele. ele começou a vir para cima de mim e me peitar, eu fiz também, e encarei ainda mais ele. daí ele pegou no meu braço, não para machucar, so para me fazer sentar. e eu mandei ele não encostar em mim e que ele era um filho da puta. ele encostou dnv e falou que ele faria o que quiser, e eu disse que não, que ele não era ninguém para mim, e que se ele encostasse um dedo em mim ele estava fodido, que eu já estava ligando para a polícia daí ele afastou e acalmou. minha mãe veio tentar falar comigo e eu virei para os dois e disse que tinha acabado. que eu não quero olhar na cara de nenhum dos dois e que acabou. e vim pro quarto e me tranquei. meu corpo inteiro estava tremendo de raiva, de adrenalina e medo.minha mãe veio chorando pedindo para eu destrancar, destranquei e ela pegou a chave. achei melhor assim pq qualquer coisa eu poderia interferir mais rápido. meu pai começou a chorar muito, minha mãe também. A partir dai eu sa de casa, estou muito chateada com a minha mae, nao tenho conversado muito com ela e mal olho na cara do meu pai. O QUE EU DEVO FAZER? minha mãe esta me perdendo por culpa dele, ela disse que queria guardar a imagem da familia dela. mas eu nao quero conviver com ele. ela esta visivelmente cega com tudo isso. ME AJUDEM pfv!
submitted by ggebrimm to desabafos [link] [comments]


2020.05.06 10:51 capivara_raivosa Corno todo mundo é, e quem não for ainda vai ser

Namoro há 5 anos a mulher da minha vida - vou chamá-la de V. Em tempos de quarentena, como ela está trabalhando em escala e eu moro com o meu pai, que faz parte do grupo de risco, estamos nos encontrando em escala também - de acordo com a última exposição.
Segunda-feira, V apareceu aqui em casa do nada, antes do combinado. Soube de cara que tinha algo errado. Depois de tomar banho, ela sentou, já chorando, e proferiu as palavras que eu mais temia: "eu te traí." Fiquei completamente sem chão, inundado por uma combinação de tristeza, incredulidade, raiva e, principalmente, decepção.
E não foi "apenas" uma vez. Fui traído com 2 caras do trabalho dela - vou chamá-los de B1 e B2. O gatilho pra confissão foi a esposa do B2 ter descoberto. V ficou com medo da mulher entrar em contato comigo.
Os relatos a seguir são a partir do que ela me contou. Com o B1, aconteceu no começo do ano passado ainda, enquanto eu estava fora a trabalho. Tudo se desenvolveu lentamente, com apenas carinhos. Estava confusa e culpada, mas acabaram ficando algumas vezes. Não rolou nada além de beijo, porque ambos estavam traindo e se sentindo terríveis por isso. B1 saiu da empresa e o caso morreu nisso aí.
Na época, ela tentou me contar assim que eu voltei de viagem, mas não teve coragem. Enquanto chorava copiosamente e repetia que não me merecia, acabou falando que encontrou um ex namorado enquanto eu estava fora, porque estava em dúvidas quanto ao nosso relacionamento e precisava conversar com alguém. Eu fiquei chateado e estranhei bastante essa reação toda por apenas ter saído para conversar, mas confiei e ficou tudo bem aparentemente.
Com o B2, foi bastante recente. Não passou dessa fase de carinhos e ela já tentou cortar, porém o cara está apaixonado - palavras do próprio - e fazendo de tudo pra continuar. Enfim, não rolou sexo com nenhum dos 2. Quero acreditar nisso, mas não sei se consigo - sinceramente, não sei se faria diferença também. Sei que pode parecer besteira isso de "carinho", mas envolve atos como abraços com mão boba e, pelo que entendi, rolou soft sexting também.
O pior de tudo é que eu não consigo compreender o motivo da traição. Para a V, foi tudo puramente questão de ego, só que ela também aparenta estar confusa. Nosso relacionamento sempre foi repleto de amor, de parceria e de construção. Antes dessa maldita confissão, pela primeira vez na vida, eu tinha certeza do meu caminho. Agora, parece que nada mais faz sentido. To ficando maluco tentando encontrar um motivo pra me culpar.
A V quer continuar o namoro e diz estar disposta a fazer de tudo para dar certo - inclusive vai conversar com uma psicóloga hoje e começar terapia. Não sei o que fazer. Eu quero perdoá-la, mas, ao mesmo tempo, tenho dúvidas se manter o relacionamento vai me fazer bem. Por diversos fatores externos, eu sempre fui muito inseguro. Imagina a loucura que vai ser até conseguir confiar nela novamente - se é que isso algum dia vai acontecer...
A princípio, minha posição é de que eu não tenho como dar uma resposta definitiva no momento, mas que a gente pode tentar. Quando consigo brevemente fugir do turbilhão de emoções que está na minha cabeça e tudo parece normal como antes, eu me sinto culpado, trouxa, achando que to passando pano pra situação e que vai acontecer de novo se tudo se resolver fácil demais.
Foda que até escrevendo este texto eu percebo que estou a preservando quando é um momento pra pensar mais em mim. Não quero terminar. Gostaria de pedir a ajuda de amigos, mas sei que a visão que eles possuem dela nunca mais seria a mesma, então estou escrevendo textão prolixo com throwaway para desabafar. Qualquer experiência que vocês possam compartilhar vai ser de grande ajuda.
TL;DR: Fui traído, quero perdoá-la, mas não sei é a melhor opção para mim.
---
Edit: Agradeço por todos os conselhos e mensagens de força, de coração. Estou tentando responder todo mundo que comentou. Como alguns deram conselhos similares, repeti trechos de algumas respostas.
submitted by capivara_raivosa to desabafos [link] [comments]


2020.05.02 13:38 amornostemposdequa Peles e Espelhos

Tocava Stevie Wonder nas caixinhas de som ligadas no meu notebook enquanto meus dedos frenéticos teclavam mais um conto como esse. Os dedos acostumados com o teclado barato que se tornou uma ferramenta, uma extensão de meus sentimentos mais profundos e secretos. Diferente de meu coração verde que inventava histórias sem nunca as ter vivido de fato.
Mergulhado naquela tarde vazia eu ouvi alguém chamar no portão. De quem era aquela voz? Era feminina, mas de ninguém que eu conhecia. Parecia uma voz de anjo. Engraçado, parece que chamou dentro da minha mente interrompendo meu raciocínio. Quem ainda está visitando alguém no meio dessa pandemia? Não liguei nem parei de escrever por um segundo. Estava tão concentrado naquele parágrafo que parecia que estava apaixonado pelas mesmas palavras que eu usava todo santo dia. Como se fosse um tecido que eu desfiava durante o sono e costurava novamente durante a vigília.
A porta do meu quarto estava meia aberta e a música nas caixinhas de som ainda tocava algum soul dos anos 70’s quando de repente minha mãe me chamou da sala.
— Calmae, mãe.. — eu disse sem tirar os olhos da tela do notebook e sem vontade nenhuma de sair da minha cadeira. E antes que eu pudesse terminar a última frase do parágrafo ela entrou no meu quarto bagunçado acompanhada de minha mãe.
— Ouh menino, levanta pra cumprimentar sua prima. Ela vai ficar um tempo aqui com a gente antes de voltar para o Rio.
Quando eu virei a cadeira giratória me deparei com uma das coisas mais lindas já vistas pela retina dos meus olhos secos de tanto ficar em frente a tela de um computador. Seus pés com as unhas brancas à francesa davam contraste com sua pele jambo e suas solinhas estavam vermelhas de tantas horas de tênis dentro do ônibus. Usava um short jeans e uma desprevenida blusa amarela de alça deixando a pele negra exposta a luz do sol que a beijava suavemente naquela tarde amena do interior de São Paulo. Usava uma trança no cabelo e seu olhar parecia tão forte e profundo. Parecia que me olhava dentro da alma. Eu não acredito em alma gêmea mas tem olhos que parecem um espelho refletindo coisas que nem nós mesmo sabíamos que existia dentro da gente.
Eu levantei para cumprimentá-la. Dei um beijinho no seu rosto e ela como boa carioca me segurou um segundinho a mais para me dar um segundo beijo no outro lado da minha bochecha. Vendo que eu estava tímido ela me puxou e me deu um abraço.
— Oi primo, você lembra de mim? — Ela disse enquanto sorria não só com a boca mas também com os olhos com a testa com o corpo inteiro. Ela tinha um sol sobre sua cabeça. É claro que eu não me apaixonei assim rápido. Na verdade, só depois de algum tempo que eu notei aquela beleza em todo seu esplendor. Até então em minha curta vida amorosa meu coração tinha apenas se iludido sem saber bem o porquê, com os arquétipos inalcançáveis que a televisão colocou profundamente em meu inconsciente medroso e frágil.
Mas eu não lembrava dela. Não daquele mulherão que eu tinha na minha frente. Talvez algum resquício no fundo da memória de uma vez em que fomos no Rio e ficamos na casa da minha tia. Na verdade, eu lembro dela sim. Mas como ela era mais velha a gente não teve muito contato. Eu era apenas um menino e ela uma pré-adolescente sem paciência para criancices. Cerca de quinze anos se passaram e eu nunca mais tive contato com ninguém de lá. Até esse momento.
Depois que ela tomou banho e se instalou no quarto que era do meu irmão fomos jantar na mesa da cozinha.
— Primo, eu fiquei tão feliz quando soube que você fazia letras também.
— Ah, sim. Eu achei legal você fazer também. — Eu disse enquanto pensava que esse era um daqueles raros momentos em que a gente deixa de se sentir de todo só no mundo. Sorri calado enquanto dava uma garfada na costela com mandioca que minha mãe tinha feito.
— Você está em qual ano? — Ela perguntou.
— Terceiro. Mas acho que eles vão cancelar o semestre. Nosso campus resolveu peitar o governo e não colocar o ensino a distancia.
— Nossa, que corajoso. Se esse governo não cair eles vão ter arrumado uma puta briga com esse ministro louco. Quando passar essa pandemia eu quero conhecer seu campus.
— Vamos sim.
— Mas Jade, como que está a Tereza? — Minha mãe perguntou enquanto enchia o copo de suco.
— Ah tia, minha mãe está bem. A última vez em que a vi foi em fevereiro antes de vir aqui para o interior e começar minha pós-graduação. Mas agora sem ônibus eu nem sei quando vou conseguir voltar para o Rio.
— Eles estão dizendo que em agosto mas eu duvido muito. Você viu menina, o povo tudo na rua levando essa doença na brincadeira.
— Eu vi, tia. Pelo que minha mãe fala, lá no Rio também nego não está nem aí e os hospitais já estão abarrotados de gente.
— Só Jesus, né minha filha. — Logo após minha mãe terminar a frase eu perguntei a Jade:
— Você pesquisa que área na sua pós?
— To fazendo pós-graduação em semiótica. Você já teve essa matéria?
— Sim, sim. Tivemos um professor incrível. Era foda as análises que ele fazia.
— Ah primo depois a gente pode trocar algumas figurinhas semióticas haha — Ela disse isso com alguma maldade nos olhos que me pegou desprevenido.
Seu sorriso era um mundo aberto. Sua energia era um universo a parte que nos convidava a interagir. Era difícil ficar imune aquela pessoa. Para mim as vezes era difícil até respirar perto daquela mulher. Timidez e inexperiência junto com as desconstruções da internet me faziam ficar calado toda a vez que ela fazia uma gracinha um pouco mais provocativa. Eu nunca soubera se ela estava me dando mole ou apenas sendo legal. Na dúvida eu ficava sem jeito e calado. Ela percebia. E ria. Sabia que mexia comigo a danada. Depois eu escrevia no word toda minha afobação por estar perto dela. Mesmo com esse nó que eu tinha dentro de mim não demoramos a flertar pesadamente dentro de casa.
Certo dia de isolamento, em que ninguém sabia mais qual dia da semana era, ela entrou no meu quarto enquanto eu escrevia no notebook. Senti um cheiro de loção pós banho de maracujá invadir minhas narinas. Parecia um cheiro de mar. Tropical e fresco como agua de coco no calor de uma praia deserta.
Sua presença quente e seu perfume amarelo me excitaram de uma forma. Era como alguém tivesse apertado um botão dentro de mim. Claro, que já estávamos há não sei quanto tempo sem transar então não era de estranhar alguma tensão sexual no ambiente.
Apesar de já estar acostumado de ficar na sexa naqueles tempos eu estava tocando no mínimo duas por dia. Meus contos estavam mais eróticos que o normal. Tudo era tesão, raiva e medo. Notícias trágicas na minha linha do tempo vinham seguidas de nudes, soft porn e xingamentos às loucuras do presidente. Não exatamente nessa ordem. Eu as vezes sentia que ia explodir como uma bomba! De nêutrons, de hormônios, de amor.
Ela sentou na minha cama e ficou me olhando escrever enquanto tocava bacu exu do blues na minha caixinha de som. Seus pés macios como seda tocavam com as pontas dos dedos o tapete de crochê que minha mãe tinha feito. Ela estava mais calada que o normal e dessa vez foi eu que tomei a iniciativa para começar a conversa.
— Jade, o que você faria se estivesse afim de alguém mas não sabe se é reciproco ou não. É para um personagem que tô escrevendo aqui.
— humm.. depende da pessoa. Eu geralmente costumo ficar olhando calada, dando uma indiretas até a pessoa falar alguma coisa.
— E se a pessoa não percebe ou não toma a iniciativa?
— Aí ela perde TUUUDO ISSO haha — Ela disse isso e deu uma risada gostosa jogando seu corpão na cama.
Salvei o documento que eu estava escrevendo e deitei na cama ao seu lado. Ela encostou em mim deitando sua cabeça em meu bíceps. Quase pedia por um carinho como uma gata. Senti o cheiro de seu cabelo crespo e alto. Um vapor quente saía de seus poros e entrava direto na minha alma fazendo meu coração bater fortemente.
Nos olhamos de frente e novamente aquela sensação de alma gêmea surgiu como se estivéssemos espelhando nossas vidas conturbadas. Senti medo de me conhecer. Eu tenho medo de me conhecer mas ali com aqueles olhinhos castanhos me olhando e me devorando, eu sentia que a muralha do medo dentro de mim começava a ceder.
A janela do quarto estava aberta e deu pra ver uma estrela cadente cortando o céu como um meteoro da paixão. Sim é brega, mas fodasse. Deixei passar aquele desejo pois minha língua estava sendo sugada pela mulher mais linda que eu já tinha visto na vida. Ela sem roupa era uma deusa toda perfeita na sua imperfeição.
Era uma potência em cima de mim. Virada no diabo ela pediu para eu chupa-la. Ela enfiava minha cara entre suas pernas e puxava meu cabelo para lá e para cá guiando o seu próprio prazer. Quando ela gozou eu me senti um rei que acabara de tirar uma espada de uma pedra sem esforço algum. Em sua respiração ofegante entendi como naturalmente as coisas acontecem. Minha cabeça entrou no modo de escritor e eu quis correr para o bloco de notas para tomar nota daquela sensação mas logo aquela deusa de ébano me pegou pela nuca e enfiou a língua dela na minha boca até quase sair pela minha nuca. Depois me jogou na cama e montou em mim, cavalgando até eu não aguentar mais e enche-la com meu esperma quente. Ela tremia quando caiu ao meu lado da cama. Teias de aranha tiradas finalmente e de modo triunfal. A comida sempre fica mais gostosa quando se está com fome.
Apesar das recomendações, transávamos quase todos os dias. De todas as formas possíveis. As vezes só para matar o tédio de todos os domingos em que tinha se transformado os dias da semana. Achei engraçado que minha mãe não percebia. Ou percebia e ficava calada. Eu não sei se a questão de sermos primos a incomodava. Talvez ela percebesse que era nada sério. Eu não se para Jade, mas para mim foi muito sério. Pela primeira vez eu pude conhecer o corpo de uma mulher profundamente e pude mergulhar sem medo dentro das possibilidades do meu próprio prazer.
Espelhávamos um no outro não só os olhos mas também a cor de nossa pele, nossa história e passado. Também pela primeira vez não me senti subjugado nem em dúvida. Nem diferente, nem com medo, nem nada. Éramos apenas duas pessoas jovens e saudáveis fodendo num quarto. Eu finalmente era um homem. E só. Com meus defeitos e qualidades e com o direito de aprender com meus erros e acertos.
Cerca de dois meses se passaram e no primeiro relaxamento do lockdown Jade decidiu voltar para casa de sua mãe no Rio. Eu a levei até a rodovia do município. Foi e ainda é muito entranho ver todo mundo de máscara, o distanciamento das pessoas e o nosso também. Por mais que quiséssemos ficar abraçados naqueles últimos momentos juntos não queríamos ser os únicos a não respeitar a nova cultura que foi imposta pelo vírus.
O busão da Andorinhas com uma placa escrito Campo Grande x Rio de Janeiro finalmente chegou. Ela me deu um abraço apertado e seus olhos sorriram acima da máscara preta que ela usava. Senti vontade de lhe dar um beijo e ela pressentindo meu desejo tirou sua máscara pela alça na orelha. Depois cuidadosamente tirou a minha também. Passou os dedos com as unhas sem esmalte no meu rosto. Me beijou profunda e amorosamente por alguns segundos. Não sabíamos se nos veríamos de novo. O medo e o futuro incerto pairavam no ar. Eu queria mais que tudo vê-la novamente em breve. Não só por pela intensidade de tudo que vivemos, mas por uma necessidade de acreditar no futuro. Nada como o medo da morte para nos fazer dar valor as pequenas coisas da vida.
Medium
submitted by amornostemposdequa to rapidinhapoetica [link] [comments]


2020.04.15 23:18 Cypher_Hasher Triskelions?

[5:03 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: faria sentido cogitar uma bipolaridade sexual o.o?
[5:08 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não entendo o suficiente para fazer essa análise, mas não me parecem sistemas comparáveis
[5:09 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: A bipolaridade diz respeito à incapacidade fisioquímica de sustentar o estado de espírito, a sexualidade corresponde à anatomia das estruturas psicológicas.

Um é o projeto do reator, formato e tipo, o outro é simplesmente se as válvulas são bem apertadas, se ele é bem regulado.
[5:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Tanto que bipolaridade é interferível com drogas e no futuro ainda mais, com tratamentos bem mais invasivos, tipo autômatos de escala nanítica. Sexualidade não.
[5:11 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Pra você estar gay e depois estar hétero precisaria de uma plasticidade cerebral enorme
[5:12 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: O que eu chutaria é que a estrutura do desejo e a estrutura do gênero são peças montadas com o Lego do cérebro - em larga parte elas são afetadas e direcionadas pela evolução humana - o que as molda e amadurece durante o crescimento.
[5:13 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Na minha hipótese, o desejo e o gênero que 'parecem' flexíveis a olho nu, são na verdade uma estrutura instruída ou montada de forma a "transpassar" estruturas mais comuns...
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Extrapolando esse chute, em qualquer forma de sexualidade, o gênero como a raiz da sexualidade, as formas de desejo como o tronco do comportamento sexual, também são grossos e difíceis de alterar.
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Eles só possuem forma diversa
[5:15 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Com vias de seiva para mais lados do que os gêneros menos 'aparentemente flexíveis'
[5:16 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: saquei
é

faz sentido
[5:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas estou pensando isso aqui agora, altamente ad hoc
[5:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: dá uma conversa boa isso aí
[5:18 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas faz sentido mesmo

tipo

tava viajando
pq rolaram umas coisas loucas aqui em casa
e eu estava refletindo sobre a flutuação do meu desejo
tem épocas que fluo sem problema algum com a Berenice
e tem épocas que me fecho apenas em masturbação pensando em cenas homoafetivas....
[5:19 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Hehehehe
[5:19 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas tem muito ruído aí na cena
[5:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Quando a Berenice toma decisões que você considera não inteligentes ela com certeza fica menos sexy - comportamento normal, inteligência é algo sexy porque favorece a reprodução e sobrevivência dos gens, coisa que estamos altamente adaptados a selecionar.

Se você invés disso tem tesão em pessoas dependentes, então ela fica menos sexy quando toma decisões que lhe dão autonomia na vida.
[5:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não sei a quantidade de conhecimento real e teórico você precisaria ter para cotar os ruídos da vida cotidiana, é por isso que a ciência exige certo distanciamento.
[5:23 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: o.o
[5:23 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: heheheh
[5:23 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: isso foi um tipo de ruído que eu pensei, imagina quantos você consegue pensar
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é, eu sei q sou uma salada de demissexualismo com sapiossexualismo
mas não tinha pensado dessa perspectiva
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: saber que eu sou pode ser mto forte falar XDDDDD
[5:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas é o q parece
[5:24 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hahaha
[5:24 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Pois é sapiossexualismo é tesão na inteligência né?
[5:25 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e como tendo a me sentir intimidado sempre que sinto q algo é esperado de mim, tendo a me sentir bem intimidado por mulheres, com raras exceções em cenários específicos
[5:25 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: sim
[5:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Eu tinha trazido esse termo pra uma conversa um tempo atrás, aí abriram minha cabeça para esse ponto de que tudo (boa parte) do que achamos sexy é na verdade uma manifestação da inteligência.
[5:27 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Interessante isso. Eu me sinto intimidado (não é bem isso, tem outro termo mas não sei qual é ao certo) por algumas raras mulheres. Não sei se é um mecanismo de defesa. Mas essa intimidação afeta a sua vida com a Berenice?
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: ás vezes sim
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: olha só
[5:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: outra coisa interessante

já entendi que é bem frequente eu me sentir menos q ela
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e é daí q surge minha intimidação
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq eu não relaxo
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: parece q fico em um fight or flight etenro até que acabe
[5:29 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eterno*
[5:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas aí noto, a partir disso, que sinto isso com mtas outras coisas na vida
[5:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e por isso gosto de me sentir "outsider"
me dá coesão o suficiente para existir com o grau de deslocamento que eu reconheço que me aplico
[5:31 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você está dizendo que sua tara na atmosfera outsider é desculpinha pra não lidar com demônios internos?
[5:32 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Uma vaidade pra esconder verdades?
[5:32 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Um escudo contra o desalinhamento?
[5:33 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Não
acho que é o caminho para eu não sentir que estou deixando de ser eu em meio a essa merda toda ._.
[5:34 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: autotraição
[5:34 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: quem nunca
[5:35 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: desenvolva o.o
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: A autotraição é igual a uma mulher simpática e linda
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Seduz a gente fingindo de inofensiva
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Mas não irá tolerar nossas fraquezas
[5:35 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Altamente carismática em público
[5:36 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: mas aí de você broxar entre quatro paredes
[5:36 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: achei uma cara mais apropriada
[5:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Se você está se acusando de estar fingindo pra si próprio que não está sendo outra pessoa por motivos externos a si mesmo, isso é traição
[5:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: é amar o outro mais que a si próprio
[5:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: acho interessante ela conseguir te intimidar no estado em que se encontra
[5:42 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas aí é q tá
eu estava sendo isso
eu estava me traíndo xD
a "tara" outsider me deu forças pra me expressar de novo
de me amar esquisito
de começar a conseguir ignorar o status quo
[5:43 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hahah
[5:43 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas
[5:44 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: aí q eu te/me perguntou
estou defendendo demais?
[5:44 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Não consigo saber, mas com certeza ou eu intepretei isso errado ou você precisa colocar isso com mais clareza para si próprio
[5:45 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Qual o status quo que você está tentando ignorar?
[5:45 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Lembre-se que as pessoas são péssimas em dar conselhos - elas usam as palavras erradas como 'não se esqueça' invés de 'lembre-se disso'
[5:46 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Quando elas falam para ignorar o que os outros pensam, é um conselho inútil, não porque está errado, mas porque instrui errado.
[5:46 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: esse em q eu me sinto cobrado de todos os lados, mesmo sem cobrança nenhuma o.o
[5:47 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você só ignora aquilo que não te diz respeito nem um pouco, aquilo que merece 0 atenção, que está superado ou que não possui nexo com sua existência.

Se um status quo te fere você jamais conseguirá ignorá-lo.

Você vai ter que destruí-lo.
[5:48 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E destruir internalizações anti-idiossincráticas é ir fundo nos monstros da alma e assassinar um a um longa e duradouramente com muita discussão interna, argumentação e os subsequentes rompimentos e queimas de pontes na vida interpessoal
[5:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: gsus
isso vai dar trabalho então
[5:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq de fato
acho q ainda não coloquei claro para eu mesmo
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Sim
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: é labuta da mais árdua que existe a da alma
[5:49 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Exemplo: a pessoa só para de sofrer com o que seu pai emite politicamente quando ela 'desiste' de seu pai, quando ela o mata, quando ela permite se decepcionar.
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Você só se livra de aflições enormes com tristezas enormes que desamarrem os elos afetivos que alimentam-nas
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Libertar-se é morrer os outros dentro de si.
[5:50 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Libertar-se é solidão sem fim.
[5:51 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é mto bizarro ler isso e entender qu ejá matei minha mãe, mas não meu pai
[5:51 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hah
é quase se tivéssemos, nesse nível idológico uma existência parecida com batman e coringa
[5:57 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: oh boy
too old to rock, too young to die feelings
[5:58 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: seria essa sensação a vaidade juvenil não satisfeita gritando dos portões do bestiário da alma?
[6:00 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: catchau
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hah... nice
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: eu tenho muitas dessas
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Morgana me devolvia todas
[6:01 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Me fazia uma pessoa ainda pior tudo outra vez
[6:02 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://youtu.be/n3C04Ev1caQ ah thumbnail
[6:03 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Thumbnail está para o neon como o neon esteve para o outdoor
[6:03 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: total hah
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Morgana foi uma namorada?
[6:04 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Morgana foi minha quase morte
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eita o.o
[6:04 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: eeeeita
[6:09 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: o q não te mata te fortalece x.x(?)
[6:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hahahhahah
[6:10 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: O que não te mata te deixa aleijado.
[6:12 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Surgiu uma canção aqui que eu não tinha ouvido antes, que é a narrativa perfeita desse aleijamento

https://www.letras.mus.bunlike-pluto/now-i-dont-care/
[6:14 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E estava de graça [download link: https://soundcloud.com/unlikepluto/nowidontcare]
[6:14 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: sempre contando com Unlike Pluto pra deixar suas músicas de graça
[6:16 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker:
Where did I see a sign?
Where do I need advice?
Hey, is this by design?
Hey, that's fine
Wait, are you kidding me?
All the falsehoods and misery
All the bullshit and memories
Killing me


Essa aqui senhor
é uma puta faca atômica capaz de cortar a realidade, de tão afiada q soa
[6:16 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hehehe bom artista
[6:20 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: . . . total

vlw por compartilhar
[6:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: ^^
[6:21 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://www.youtube.com/watch?v=by419Aul3Z8
[6:24 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: alguns ritmos soam como confissão
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pessoal do nightcore pega pesado
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: procurando umas antigas aqui mas não estou achando as mais
[6:25 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: 'culpadas'
[6:27 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: hahah
vou guardar os links se vc achar, mas vou me poupar hoje
já torci facas o suficiente pra subir de novo pro terraço e chorar sob a luz de sírius
[6:28 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vontade escrever uma percepção que tenho em forma de história
[6:30 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pq não só gravar sua voz?
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: há ciclos em ciclos na vida
a cada macro ciclo completo, os micro ciclos se repetem
a mistura perfeita de esperança e tédio, libertação e condenação

criar uma crônica de alguns textos que se chame triskelion
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: fica aí o questionamento
[6:30 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq não xD
[6:31 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: pq não xD?**
[6:31 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: E vão rimar os versos?
[6:32 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vou tentar pq acho do caralho a estética
mas se não sentir q vá dar conta (e não entenda isso como retroceder no primeiro obstáculo) não vou me privar de contar
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: ah yes
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: a dificuldade de versar
[6:33 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: não se prive, não se prive
[6:35 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: . . .
eis que lá vem o raio novamente
e já não quero deixar de tempestuar
quando digo que é um privilégio, meu amigo
é com a mais profunda leveza do amar

=]
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Puta que pariu, revive o poeta!
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://soundcloud.com/d3musmells-like-teen-spirit-demur-remix
E as vaidades juvenis o escutam
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Taí algo que eu não tinha pensado
[6:37 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Posso morrer já
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: escrevi há muitos anos minha masterpiece
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: algo que jamais irei superar
[6:38 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: https://docs.google.com/---REDACTED---
[6:39 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Passou da hora de eu aceitar a quietude no meu coração
[6:40 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Já posso morfar-me em flor colhida
[6:40 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Flor que espera só murchar
[6:41 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: https://www.youtube.com/watch?v=VOeju9eMnuc
[6:46 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: qualquer coisa que eu disser pode vir a soar menos do que realmente eu gostaria de expressar
mantenho então, profundamente e com a mesma veêmencia

é um privilégio Hasher, do fundo de minha alma
[6:48 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: e... sei lá
ciclos
[6:49 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: vou parar de falar
pq há uma solenidade aqui espessa como manteiga
e soa injusto cortar
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: hah! o privilégio é todo meu.
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: vá escrevendo
[6:52 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: quero saber o triskelion
[6:54 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: =] é nosso então, pq sou teimoso

ow
[6:54 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: D
[6:55 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: é isso
3 ciclos que quando acabam reiniciam
a estética do triskelion é maravilhosa e marcou profundamente minha "quebra" inicial com status's quo's
[6:57 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: Há uma teoria kármica na visão wicca que estude na época que acreditava que a vida é uma espiral ascendente
e as situações no eixo Y se repetem, mas de forma mais "evoluída", quase como as fases pós bosses principais nos games do megaman
[6:59 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: me ocorreu uma ideia away do triskelion
[7:05 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: mas
vai da sua percepção sobre

vc me sugeriu e eu vou te sugerir de volta
já pensou em transformar um conto seu em audio?
[7:06 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: Vamos fazer
[7:06 PM, 4/14/2020] Cypher_Hasher: pode escolher qual
[7:09 PM, 4/14/2020] Holistic_Hiker: sou apaixonado com aquele que me lembra o ---REDACTED---
submitted by Cypher_Hasher to u/Cypher_Hasher [link] [comments]


2020.03.24 10:33 UmHomenArrependido A vida passa e não consigo me desligar de um amor não vivido...

Sinceramente estou em agonia e total desapego a vida, não tem nada que me faça querer viver, não sei nem mesmo qual a intensão real que eu tenho em "desabafar" tudo isso... talvez apenas queira uma opinião ou um incentivo para terminar com tudo isso...
Tudo começou ah muitos anos atras, eu estava no colégio e acabei me apaixonando pouco a pouco por ela... fui percebendo que alem de linda, perfeita aos meus olhos, ela era inteligente, interessante e divertida... nós éramos amigos, quer dizer, eu fui me aproximando dela inicialmente porque achava ela interessante mas com o passar do tempo eu estava sentindo que precisava me declarar... mas eu era tímido e sentia um medo terrível de rejeição, mesmo sendo provavelmente o cara mais "badass" do colégio aquilo era algo que me dava medo, nunca tinha se quer beijado ninguém e havia muita pressão naquela época, mesmo eu tendo apenas 14 anos, mas minha vontade era maior que o medo e eu estava decidido a chegar nela... como eu não queria fazer nada errado resolvi perguntar a minha mãe oque eu deveria fazer, meu pai nunca foi uma referencia em nada na minha vida, foi ai que descobri, abruptamente, que iriamos nos mudar para uma cidade muito distante e em menos de duas semanas... eu não podia fazer nada naquela época então decidi desistir e tentar esquecer. Lembro me como foi doloroso e angustiante me despedir dela, minutos antes de eu ir embora, chorei muito apos sair da casa dela...
O tempo passou, e nos anos seguintes eu não conseguia me interessar por ninguém, claro que sentia atração pelas meninas que até me cercavam as vezes mas nunca consegui despertar um interesse maior nelas, sempre ficava aquele sentimento de que eu havia perdido algo que não poderia mais recuperar, os poucos que tinham alguma noção sobre meus sentimentos achavam que eu estava criando expectativas e ilusões e que era questão de tempo até eu deixar de pensar nela... eles estavam errados, eu não ficava imaginando coisas, montando estorias na minha cabeça ou pensando nela dia e noite... simplesmente era algo que ocorria naturalmente... eu saia com alguém e por mais agradável que fosse era com ela que eu sonhava, sem se quer ter pensado nela, se quer ter mencionado seu nome ou feito qualquer comparação... foi então que resolvi entrar em contato com ela novamente mas não era fácil conversar sem me expor e acabar estragando tudo... eu tinha um plano, precisava me aproximar novamente e ver se havia alguma chance para mim, foi então que uma grande desgraça aconteceu, não entrarei em detalhes sobre isso mas devo ressaltar que ela ficou sabendo que eu gostava dela de uma forma muito ruim, estranha e assustadora, não foi minha culpa, percebi então que não havia mais oque esconder, meus planos eram inúteis e obsoletos e eu precisava agir... não obtive uma resposta positiva, não foi um não completo mas era um não, me deixando claro que estava na terrível zona de amizade e que ela não queria estragar nossa amizade... mas para mim não havia mais volta, não era apenas a amizade que eu almejava... mesmo com um não eu não me abalei , pensei que poderia tentar voltar aos planos de me aproximar dela, consegui um lugar para ficar e um trabalho na cidade dela, pensava que se eu volta-se a ter contato talvez pudesse concertar as coisas, naquela época eu era confiante e minha timidez tinha sido extirpada já que não havia nada mais a esconder.
Me lembro claramente de quando me encontrei com ela para conversarmos pessoalmente após três anos afastados, do sorriso encantador estampado em seus lábios ao me ver, após uma longa conversa ficou claro que ela não sabia oque queria, que nunca tinha pensado em mim como nada além de um amigo e que não podia me dizer um sim ou um não naquele momento, ficamos de nos falarmos nos próximos dias, mas sempre que eu ligava ela não estava ou estava ocupada, comecei a perceber que talvez eu fosse um incomodo e eu não queria ser... mas foi em uma noite que eu pude ver claramente toda uma mentira no ar, alguém que atendeu o telefone, não era ela, ficou desesperado sem saber oque me falar e desligou na minha cara, acreditando que a ligação havia caído eu resolvi ligar novamente e outra pessoa atendeu o telefone e me disse que ela havia ido dormir com dor de cabeça... foi quando percebi que realmente era um incomodo e assim resolvi me afastar, eu amava ela de uma forma que nem mesmo eu podia compreender e por isso deveria respeitar a decisão dela... me lembro de ter encontrado com ela algumas vezes mas em apenas uma tenho a certeza de que ela havia me visto, e ficado observando, ainda assim segui minha vida, tentei por anos encontrar alguém, ter um relacionamento e nunca fui atrás de informações sobre ela.
Minha mente parecia vazia mas meu coração não demonstrava ter espaço para ninguém, eu sempre senti medo de me encontrar com ela novamente, fazia o possível para escapar dessa possibilidade, mas um dia ela começou a passar na frente do meu trabalho, diariamente, e isso começou a me incomodar... eu tinha um sentimento estranho por ela, era um vazio, como se uma parte de mim morre-se cada vez que a via passar, certo dia ela me viu mas não teve certeza se era eu mesmo, então começou a mandar pessoas para ter uma certeza, muita coisa estranha começou a acontecer, uma mulher que eu nunca havia visto começou a pedir informações sobre mim, dizendo que estava interessada, eu logo descobri que era uma amiga dela, pessoas começaram a tentar se aproximar de mim e de alguns amigos, todos conhecidos dela e todos sempre dando indiretas que queriam me conhecer, certa vez alguém disse a um amigo meu que queria me apresentar uma amiga muito bonita que estava solteira, eu não sabia oque fazer, não sabia oque eu sentia mais, tudo que eu sentia por ela estava me matando, eu tentei me afastar novamente, tinha medo de me encontrar com ela, de me aproximar dela, ao mesmo tempo que ainda sentia algo que eu nunca pude explicar ou entender de verdade... pouco tempo depois, sem eu nunca ter pedido pela informação, fiquei sabendo que ela havia tido muitos relacionamentos ruins e desilusões, que ela se arrependia de não ter dado uma oportunidade para alguém que ela tinha conhecido no passado e que ela gostava dessa pessoa até aquele momento...
Eu sinceramente não tinha uma resposta pronto para isso, meu cérebro não conseguia processar se aquilo era bom ou ruim pois era uma grande mistura de sentimentos, de todos os tipos, eu não tenho certeza se entrei em depressão ou se estava em choque, eu simplesmente não conseguia digerir aquilo, por um lado parecia algo bom mas pelo outro era algo terrível, se aquilo tudo fosse verdade eu seria apenas uma "ultima opção" ou talvez eu tivesse tido sido um trouxa, eu simplesmente não sabia oque pensar... e assim eu me fechei para o mundo, e de fato acho que entrei em depressão, eu passei três anos em um estado critico, sem a menor vontade de fazer nada da minha vida, parei de sair, parei de fazer coisas que eu gostava, me afastei ao máximo de tudo... naquela época eu ainda sentia prazer em algumas coisas, me sentia um merda mas tinha alguma "esperança" ou pelo menos eu acreditava que poderia vencer na vida... apos esse período eu me sentia livre, vazio mas livre, ainda assim eu não tinha vontade alguma de socializar, acabei me aproximando de uma amiga e ela demonstrou algum interesse e isso parecia estar me revivendo, mas foi apenas um período um tanto doloroso, eu me sentia bem e mal o tempo todo, mas nunca me senti tão apaixonado quanto da outra vez, sentia que eu estava morto por dentro, bom, esse relacionamento não deu certo, tentei outro em seguida que também não deu em nada, então desisti, percebi que eu não tinha a habilidade de amar ou de gostar de alguém...
Assim começaram os "pesadelos", sem a menor razão comecei a sonhar com "ela" novamente, após anos sem nem se quer tocar no nome dela, sem nem se quer pensar nela, lembrar dela, quer dizer, as vezes acontecia mas nada voluntario e ainda assim era algo realmente raro, isso começou a cerca de dois anos, e cada vez mais esta mais presente no meu dia a dia, eu tenho sonhos com ela, quase tudo me traz ela a mente, lembranças ocorrem o tempo todo, e eu me esforço para não pensar nisso mas é involuntário, os "sonhos" são os piores, acordo aflito como se estivesse num pesadelo terrível, geralmente sonho com encontros casuais com ela, nos quais nos conversamos sobre o relacionamento que nunca existiu e dos erros que cometemos na vida... eu não sou aficionado por ela, nunca procurei saber nada sobre a vida dela, nunca pesquisei rede social alguma dela e procurei me afastar de todos os locais onde eu poderia encontrar com ela, apenas não mudei de cidade pois não tive a oportunidade ainda e não sei se resolveria também...
Nesses últimos anos tenho percebi quanto eu errei na minha vida, quantas vezes minhas decisões afetaram drasticamente a minha historia, percebi que sou um inútil e que nada que eu tente ira dar certo, não tenho vontade alguma de viver, não tenho prazer algum em nada, todos os sentimentos passaram a ser efêmeros, tento me distrair fazendo coisas que antes me davam prazer mas nada me satisfaz, não durmo direito, quando durmo, quase sempre, tenho pesadelos com ela, estou me envenenando com comida, tentando me auto destruir, não tenho vontade de sair na rua, nada... o único sentimento que persiste é o de ter falhado em tudo e que a unica coisa que realmente me importou e que realmente eu desejei com todas as minhas forças foi ter sido correspondido em meus sentimentos por ela, eu não quero esse sentimento e não sei mais oque fazer...
submitted by UmHomenArrependido to desabafos [link] [comments]


2019.10.14 00:42 SuperApathy Sub-vida.

Eu morri. O André normal e feliz morreu há uns dois meses. Hoje eu sou só a casca quebrada e vazia de algo que já era todo torto. Fui diagnosticado com atrofia no cerebelo, uma doença degenerativa sem cura, e ela comprometeu 70% da minha fala. Além de me dar vertigens toda vez que me movo. Minha visão tá zoada, às vezes trêmula, às vezes dupla, quase sempre péssima. Nunca mais vou poder sentar numa mesa de bar, tomar uma gelada e trocar ideia. Não consigo mais conversar, fisicamente. Consigo falar algumas frases, devagar, mas demanda muito esforço. Também não posso mais beber. Talvez seja um tipo que degenere ainda mais meu cérebro e meu corpo. Há uma chance pequena de reverter alguma perda no cerebelo, mas é pequena. A verdade é que minha vida normal acabou e só me resta uma sub-vida, dessas que eu via notícia e pensava "deus me livre, imagina o pesadelo de viver assim". Tô tomando antidepressivo há umas semanas mas não mudou nada. Não quero e nem posso me matar por causa da família. Iriam morrer de tristeza. Então o que me resta é viver um tormento de vida por não sei mais quantas décadas. Tentar falar e não conseguir é terrível. É como estar preso dentro do corpo e testemunhar ele se envergonhando, falando tudo errado, sem poder fazer nada. Descobri isso no último encontro que tive com uma mina linda e super legal. Eu queria falar mas não dava e ela olhava com cara de decepção e, tadinha, nem posso culpá-la. Vida amorosa já era, pra sempre. Quem vai ficar com um cara que não fala? Voltei a morar com a família, não consigo trabalhar (tontura o tempo todo), não sou bonitão. Nenhum talento. O pior dos partidos. O que me resta é só sofrimento. E sofrer sozinho. A depressão fez eu afastar amigos há alguns anos e fiquei isolado e definhando (literalmente, sem saber) num apartamento saindo só pra comprar cigarro e comida. Até o prazer da comida, que era minha última alegria, agora me é indiferente. Meus dias são basicamente um esperar pra dormir. Não escuto literalmente mais nenhuma música que ouvia porque, naturalmente, elas me fazem lembrar de coisas e de fases da vida, só que todas lembranças minimamente boas agora me causam uma dor imensa, agoniante. Me lembram do que eu era e do que eu podia e do que nunca mais vou poder novamente. Fui pegar uma camiseta limpa há uns dias, um presente de uma ex. Lembrei da ocasião que saímos, de mãos dadas num sol de sábado a tarde, felizes e apaixonados, conversando com ternura. A lembrança era boa, agora é um lembrete de daquilo que eu nunca mais vou ter. Chorei violentamente. Como se não bastasse, também sou agora responsável pela saúde psicológica dos meus pais, que tão ficando deprimidos com a situação. Meu deus, eu não tenho força nem pra mim e agora tenho que guardar os outros? Pior que tenho. Não quero eles mal. Mais um fardo pra carregar tonto e mudo: manter a família bem.
Meu celular queimou e eu pensei "porra, que fase". Mas não é uma fase. É a minha vida, daqui pra frente. Pra sempre.
submitted by SuperApathy to desabafos [link] [comments]


2019.09.26 01:51 Fabroid Pensando demais em alguém que talvez nem pense em mim.

Eu acho que isso vai ser um textão então se não curtir só lê uns 5 parágrafos kkkkk
pros interessados, leiam tudo pfv.
Estou no 3° ano do ensino médio, 17 anos. Nesse tempo todo da escola, nunca fui muito popular com as garotas, diria que bem o contrário. Sempre fui muito mas muito tímido mesmo, não podendo nem olhar nos olhos direito, porém hoje em dia consigo de uma forma bem melhor.
O que me aflige tem a ver com isso, depois que finalmente deixei a minha timidez (ou boa parte dela) eu sinto que me atrasei, pois agora tento fazer amizade com garotas, coisa que nunca havia me preocupado antes. E de fato, achei uma garota que me interessava, não exatamente em estar apaixonado, mas a vontade de conhecer alguém que conheço desde meus talvez 3-4 anos de idade.
Ela não é perfeita, justamente o que me fez sentir interessado, e ela é realmente muito bonita. Não deveria dizer isso, mas ouso dizer que caso tivesse chance, ela seria areia demais pro meu caminhão.
O motivo desse título tem a ver com ela, pois no decorrer desse ano parece que ficamos bem mais próximos, não íntimos, mas somos amigos. E numa vez, quando alguns colegas falavam sobre bebidas fortes e etc. eu aproveitei para perguntar se ela bebia ou não, foi ai que descobri um dos problemas dela que envolve alguns familiares terem problemas com álcool, deixando ela com alguns traumas sobre isso.
Meio que esse é um dos problemas dela, e eu descobri alguns outros, mas principalmente em saber disso foi o que me deixou interessado nela, queria a conhecer bem mais.
Ai vem dois dos meus grandes problemas:
Meu fascínio está lentamente se transformando em obsessão.
Traços da minha timidez ainda existem, e como sou alguém com poucos assuntos, fico nervoso facilmente perto dela.
Eu sinto que penso demais nela, porque como nunca fui muito próximo de garotas, saber que alguém necessariamente confia em mim (ou parece confiar) o bastante pra contar seus problemas me deixa feliz e ao mesmo tempo curioso.
E nesse pesar da minha mente, talvez eu realmente estivesse apaixonado por ela, mas eu prefiro que não esteja. Sinceramente, eu acho meio "tarde demais" pra resolver me tornar íntimo, mas ainda quero muito isso.
E sem a escola, eu não sei exatamente como conversar com ela fora daí. Eu penso que ela vai me achar chato/estranho. Pois como eu nunca fui disso, começar agora não parece ser a melhor das ideias. A ansiedade domina meu corpo nesses momentos, eu me sinto com medo e longe, coisa que não deveria acontecer pois no fundo ela é uma pessoa como eu. Mas mesmo ela sendo uma pessoa, eu ainda sinto muito medo em chamá-la e começar uma conversa.
Esse desabafo é para me relaxar e claro, pedir ajuda pra quem é mais velho e já tenha passado por isso. Agradeço muito mesmo que tenha lido até aqui! E se puder comentar algo, mesmo sendo pequeno, por favor, diga!
É muito bom ler os conselhos das pessoas. E tenho outro pedido, principalmente para a garota/mulher que estiver lendo até aqui.
Como eu posso abordá-la não sendo estranho/chato?
Respeito demais todo mundo que não tenho intimidade, então por isso o motivo dessa pergunta.
Obrigado, novamente!
submitted by Fabroid to desabafos [link] [comments]


2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
submitted by YareYareDaze007 to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.07.09 12:18 lipherus Íbis — Capítulo I

Bom dia, é a primeira vez que escrevo em primeira pessoa e gostaria de opiniões. =)
“A voz dos deuses e escolhida de Thot. No começo, era apenas uma Oráculo. Depois, uma bruxa queimada na fogueira do deus pagão. Espírito vagante sem salvação. E agora, protegida pelo crepúsculo Retorna aos braços d’Aquele que sempre a amou. Sob as asas d’Ele, ela se abrigou. E descansou.”
O pequeno e singelo poema cortou o silêncio do salão. Eu estava trêmula e ofegante, pois estava atrapalhando a palestra do meu professor e a grande oportunidade de sua carreira. Os estudiosos olhavam para Heru e depois para mim, à espera de alguma cena dramática que não aconteceu. Ele apenas desceu do palanque e me alcançou, sorrindo e igualmente trêmulo ao tomar o papel de minhas mãos. Murmurou agradecimentos e disse estar surpreso com a tradução, porque aquelas palavras deixavam explícitas que os antigos egípcios eram capazes de prever o futuro. Prometeu uma conversa sobre o papiro depois e pediu que eu me retirasse, mas não sem antes me agradecer de novo. Ao fechar a porta, explodo em lágrimas emocionadas e cansadas. Traduzir o poema foi um trabalho árduo de quase quatro anos, para no final descobrir que Thot havia se apaixonado por uma mortal e enterrou seu corpo em uma tumba sem glamour. Ele queria que sua amada permanecesse anônima, mas que ainda soubessem a quem pertencia. Ela não tinha um nome e sequer corpo, todavia sua existência estava cravada nas paredes de pedra do sarcófago. Levanto-me orgulhosa e volto para o laboratório, à procura de mais pistas sobre os amantes. Havia algo que ainda não tinha visto nas marcas e, mexendo em alguns pertences, um pingente em forma de meia lua cai no chão. Não sou perita em metais preciosos, mas sei que seguro algumas boas gramas de ouro puro. Procuro por escritos no verso da peça, e nada encontro, salvo os hieróglifos que remetiam a Osíris e Thot. Um presente para o deus do submundo? Depois de catalogar o colar, volto minha atenção aos textos até sentir dor de cabeça e sentar na cadeira. — Nailah, o professor Heru te chama no salão de convenção. Engulo em seco e vou até ele, esperando uma bronca por ter interrompido a palestra. Porém, ao entrar, fui recebida por salvas de palmas fervorosas. Ele me abraça e pede que explique aos demais sobre a descoberta, já que o mérito da tradução é todo meu. Sinto um misto de vergonha e emoção, porque Heru não tomou os créditos para si e deixou que eu, uma mera assistente, falasse aos melhores profissionais do mundo por horas a fio. Ele ficou ao meu lado para explicar alguns termos que não conheço, simplificar perguntas e traduzir algum outro idioma que não entendo. Ao terminar, pude respirar. Estou tão cansada que é difícil manter os olhos abertos e pensar, mas eu ainda preciso falar com ele. Despeço dos outros por alguns minutos e Heru me abraça de novo, sugerindo um jantar antes de irmos para casa e dormir. Aceito e nós fechamos o laboratório depois de pegar algumas coisas. "Sob as asas d’Ele, ela se abrigou.” É engraçado como essa frase ecoa na minha cabeça quando estou andando lado a lado com Heru. Eu o conheço há quase dez anos e nunca deixei de me sentir protegida e iluminada por sua presença. Ele é alto e imponente, com a pele tão preta que é quase avermelhada, e olhos espertos e pretos. Mas, basicamente, Heru Monterrey é um cachorro grande e bonachão que ladra e não morde. É muito fácil deixá-lo magoado e à beira de lágrimas, se quer saber. E eu amo ver esse lado sensível e frágil do meu professor, pois o torna humano e acessível. Ninguém imagina que um pesquisador de renome como ele é coração mole. — Eu encontrei isso. — entrego o colar em suas mãos. — Estava perdido no meio dos papéis. Parece que é uma oferenda a Osíris e Thot. — Ou uma oferenda de Thot para Osíris? Coço a cabeça e suspiro. — Não tinha pensado nisso. — confesso. — Nailah, você está esgotada e eu acho que deva tirar umas férias. — ele toca no meu rosto. — Eu estou pensando em dar um tempo também, podemos viajar juntos. — Quem convida é quem paga, viu? — empurro ele com meu ombro e sorrio. — Seria uma bênção poder dormir até tarde. — Pode ficar com a lua. Pego o colar e olho pra ele, chocada. Sabe-se lá de quando é a oferenda e Heru estava entregando casualmente pra mim, como um pingente comprado numa loja qualquer. Abro a boca inúmeras vezes, mas nenhuma palavra decente sai dela e só me limito a levantar as tranças pra facilitar o trabalho dele. Heru me julga por um tempo, ajeita e mexe no colar até deixá-lo bem em cima do meu coração e ficar satisfeito. — Tem certeza? — murmuro. — Isso é da sacerdotisa e não quero que Thot venha me assombrar. — Se Ele deu pra amada d’Ele, acho que não ficará bravo se eu der pra minha, não acha? Abaixo os olhos, subitamente tímida. Nós sempre brincamos com nossos colegas, que consideravam-nos namorados, mas ele nunca falou tão sério quanto aquele momento. Mordo meus lábios e seguro sua mão, sem dar resposta, mas deixando claro que se aquele é o sentimento dele, então é recíproco. Às vezes palavras não ditas fazem mais efeito do que aquelas expressadas aos quatro ventos. — Comida japonesa? — Heru pergunta para quebrar o gelo. — Depois umas doses de anti-histamínico pra não morrer de alergia? — Combinado. Saber que ele é apaixonado por mim tanto quanto sou por ele fez um bem danado pra minha auto-estima. Se antes e em algum momento da minha vida achei que não era bonita ou capaz, estava completamente enganada. Ouvir dos lábios dele que minha inteligência e devoção foram fatores cruciais para que ele se interessasse, tornou-me tão inchada quanto um balão. Depois, Heru começou a enumerar minhas qualidades físicas e só parou quando eu estava com a cara quente e prestes a surtar. Eu sou brasileira e me orgulho disso. Meu país tem os problemas dele, assim como os Estados Unidos também têm, mas nunca pensei que estudar na Unesp ia me levar até onde estou. Lembrei das noites acordada estudando infindáveis textos, das vezes que quis desistir e da minha felicidade por ter sido aprovada na faculdade que ele dá aula. E passei a amar meu corpo em forma de pera, os cabelos trançados e coloridos e, acima de tudo, a cor da minha pele. Antes tinha um grande tabu comigo mesma, por ser preta e ter uma posição de destaque, mas conforme fui aprendendo na faculdade e com a vida, percebi que estar ali é um mérito do meu esforço triplicado. No final da noite, eu e Heru transamos e dormimos juntos. Foi o momento em que eu o vi mais vulnerável, conheci cada cicatriz de seu corpo, os problemas que tinha, as marcas... Tudo. Ele se entregou completamente e assim também fiz, mostrando-lhe as feridas que tenho da época em que me afundei em depressão e cortei meus braços e pernas. — Bom dia. — ouço seu preguiçoso resmungo enquanto ele aperta minha barriga. — Agora posso morrer em paz. — Quer parar com isso? — começo a rir e abro meus olhos. — Bom dia. — Eu sempre quis apertar sua, como é que você chama? Pança. — seu português falho é particularmente adorável. — Eu amo essas dobras, sabia? — Heru! Para, sua mão tá gelada! — Tá bom, tá bom. Permissão pro abraço? — Concedida, senhor Monterrey. Enquanto ele toma banho, vou preparando o café da manhã. É inconsciente, mas eu checo minha barriga e conto as dobrinhas, três no total, pensando em como Heru pode achar aquilo interessante. Ouço seus passos ecoando pelo corredor e me viro para olhá-lo, namorando a cena do homem enrolado na toalha e molhado ainda. Ele se aproxima e ajeita a lua, jogando as tranças sobre meus peitos para tapá-los e evitar que eu pegue mais friagem. Seguro sua mão em meu rosto e fecho os olhos, sorrindo como a trouxa que sou. — Vai querer viajar? — Onde pretende ir? — roubo um selinho dele antes de servir a mesa. — Não vai entregar o artigo científico sobre a tradução? — Não está escrito em lugar algum que sou obrigado a trabalhar durante minhas férias. — ele dispara. — Pensei em alguma praia, sei lá. — Negão desaforado. — acerto a colher de pau na cabeça dele. — Praia é muito clichê e eu não sou muito fã do frio. — Patroa difícil de agradar, viu? Sento ao seu lado e começo a rir. Ele está tão à vontade que até parecemos casados há eras, e eu só sinto que vou desmanchar de felicidade. Nós conversamos um pouco mais sobre a tradução e Heru corrige o inglês, reclamando do quanto sou ruim para escrever. Tal afirmação me ofendeu um pouco, já que escrevo fanfics durante minhas folgas e nem formado nisso ele é. Começo a julgá-lo em silêncio e ele percebeu que tinha me magoado, em seguida pediu desculpas atrapalhadas e disse que ama minha escrita. — Como você imagina Thot de personalidade, Nailah? — Meio parecido com você, mas muito mais apaixonado pelo trabalho. Ele foi um carinha muito ocupado, até ajudar Osíris no submundo ajudou. — acendo meu baseado e deito no sofá enquanto Heru escreve no computador. — Curou o olho de Hórus quando Seth arrancou, depois ensinou magia para Ísis poder reviver o marido, luta contra Apófis quando Amon-Rá traz o sol... Tudo isso e ele ainda fez o calendário e desenvolveu os hieróglifos. — Você tem uma admiração enorme pelos deuses, hum? — A mitologia egípcia é linda, se me permite dizer. Tudo é tão conectado e diferente ao mesmo tempo... A gente não sabe nem um terço do que eles acreditavam e criavam. — E a sacerdotisa? — Não tenho uma imagem dela. — ofereço o cigarro pra ele. — Mas deve ser alguém de personalidade parecida com a de Thot, porque ela pegou o cara pelo colarinho mesmo. Uma pena que não seu nome em lugar nenhum, ia ser muito interessante conhecê-la melhor para entender como funciona esse lance de deuses e amores mortais. — Você viu isso? Sento no colo dele para ler o artigo de um colega nosso, o qual afirmava que Sekhmet e Anúbis tinha um relacionamento secreto. Para mim e meu conhecimento, a afirmação é errada pois eles eram deuses sem sintonia alguma. Ela é a deusa da guerra, tão furiosa que Rá precisou enganá-la com vinho para acalmar seu frenesi sangrento. Já ele parece ser mais pacato e melancólico, servindo fielmente ao propósito do julgamento da pena e à proteção da mumificação. Parecia impossível imaginá-los juntos. Ao terminar de ler, porém, comecei a ter minhas dúvidas sobre o que conhecia até então. — Será que existe algum documento que prova essa teoria? — Antes de Osíris ser quem é, Anúbis tinha o mesmo papel que ele. — Heru contestou ao soprar a fumaça na minha nuca. — Se Sekhmet matou os homens através de sua ira, é bem provável que tenha o encontrado durante a caminhada. — Mas tem uma teoria que diz que Sekhmet é uma face de Hathor e Bastet... Será? — Em Mênfis, ela foi esposa de Ptah e mãe de Nefertun até Mut e sua Tríade tomar lugar e ela passar a considerada como a própria Mut. Nossas informações são bem escassas e temos várias ideias do que pode ou não ser. Cada região tinha seu próprio mito, quem sabe o Richard esteja certo e apenas olhando para outro lugar que não vemos? Deixamos a discussão pra lá quando pegamos fogo levados pela maconha. Quando paro pra pensar nisso, me sinto um pouco culpada por levá-lo ao mau caminho, apesar dele ser bem mais velho que eu. Mas a erva funciona como uma válvula de escape para nós e não é algo que fazemos sempre, resumindo nossas brisas às escavações e trabalho. Pela primeira vez desde que fazemos isso, é que nos preocupamos em elevar a coisa para um nível mais pessoal e físico. Eu namoro o rosto distraído dele e lembro de tratar os arranhões que deixei em suas costas, ouvindo-o dizer coisas em árabe que não fazia nem questão de traduzir. Heru levanta-se num supetão e vira o meu colar, anotando os hieróglifos em um papel improvisado e resmunga ao voltar a deitar. Já sei que tenta entender a oferenda e pronuncia as palavras em sequências variadas, até fazer sentido. Toco em seu lábio para fazê-lo se calar e me aninho em seu abraço. Só hoje, querido, não falemos em trabalho. Roço meu nariz por seu rosto quadrado e reclamo da barba áspera, mas sinto-me protegida por seus braços e mãos sempre geladas. Heru beija a minha testa e desenha com os dedos na minha bunda, me fazendo rir. Ele se lembra de me agradecer pela tradução de novo e mais outras vezes, reforçando o quão honrado se sentiu por me ter como sua assistente, amiga e agora parceira. Confessa que estava a um passo de desistir do texto e eu, novamente, rogo-lhe que não falemos de trabalho. Mas meu amado professor não está contente e me implora para que façamos um artigo sobre Thot e sua amante ao voltarmos de férias.
submitted by lipherus to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.03.07 04:09 Leolenori AITA / EU SOU O C*ZÃO?

Essa história está me aborrecendo tem dias, e apesar de já ter tido alguns feedbacks eu gostaria de trazer para este sub.
ENTÃO PEGA AQUELA PIPOCA PQ LÁ VEM TEXTÃO (com tl;dr no final).
Tudo começou em novembro~ de 2018. Achei o perfil de uma moça no Instagram (não sei nem como) e comecei a seguir simplesmente pq achei ela bonita. Nem me dei ao trabalho de falar nada, ficava só vendo as fotos e stories.
Umas 3 semanas depois ela me seguiu de volta. Não faço ideia também, e agora nem sei se importa muito. Mas o fato é que por causa de um story dela, acabamos começando a conversar sobre várias coisas. E, sem surpresa alguma, comecei a ficar a fim dela. Afinal a moça não era só bonita, ela era bastante inteligente e divertida (GADO ALERT).
Papo vai papo vem, chegamos no Natal. Por volta de 23 de dezembro, ela me liga e me chama pra sair. Óbvio que fiquei mega ultra animado! Mas cheguei ao local e ela não estava lá. Ao mandar uma mensagem, sou batizado com a frase "estou na aula, não te avisei?". Fuck me.
Fiquei muito puto esse dia e estava disposto a largar mão do investimento. Mas ela não deixou barato: alguns dias depois veio falar comigo, perguntando pq não falava mais com ela. E o garoto apaixonado obvio que voltou a bater papo.
Ficamos nessa mais um tempo. No ano novo, passei com uns amigos e à meia noite chegou uma mensagem de vídeo dela. Abri mas não "ouvi", pois imaginei que era algo genérico. Só respondi com "haha feliz ano novo também" e pronto. Mas no dia seguinte, fui ouvir o vídeo e vi que não era genérico, era personalizado para mim com a moça falando que a resolução de ano novo dela era sair comigo.
Mais um pouco de esperança na vida do garoto. Mas ainda faltava aquela confirmação.
Confirmação essa que veio em meados de janeiro. Ela estava viajando, e enquanto conversávamos ela mandou aquele "gosto muito de você". Poxa, estava tudo armado. Mas ela voltou de viagem e ainda não a fim de me proporcionar o tão esperado date.
Com todos esses sinais malucos que eu não sabia interpretar, resolvi deixar ela de lado. Ela não quer nada mesmo, então vamos focar em outras coisas... mas ela não deixou barato de novo. Estou eu bem tranquilo em casa quando ela manda a mensagem "Pq você faz isso comigo?".
Óbvio que ela ficou falando que estava com saudades, que gostava de mim e queria saber se eu sentia saudades também. O gado aqui falou que sentia, e voltamos a conversar novamente. E é aqui que a trama fica mais densa: o papo estava, a meu ver, um pouco romântico demais.
"bom dia docinho", "pode me dar uma aliança" e outras coisas mais que me faziam pensar que o esquema estava quase fechado.
Fast forward para 25 de fevereiro. Ela me manda uma mensagem me convidando pra uma festa que ia rolar 01/03. Porra, quase postei no reddit que estavam todos convidados pro meu casamento! Fui todo animado, fiquei horas escolhendo a roupa (coisa que nunca faço em um date) e estava feliz.
Mas chegando lá, tomei um chá de espera. Fiquei preocupado, achei que ia me dar o bolo novamente, mas aguardei. Na terceira dose de whisky ela chega, para minha surpresa, e a noite começa. Mas não começa bem: ela não estava sozinha, estava com uns amigos. O que eu achei okay, afinal em uma festa quanto mais gente melhor.
Antes de continuar, quero abrir um parêntese. Como a maioria dos nerds desse nosso /Brasil, eu não sou fã de festas. Inclusive, essa foi literalmente a primeira festa que eu fui e só estava lá por causa da moça que disse que estava me convidando para não ir sozinha. E como não estava a vontade naquele ambiente, me apoiei na ideia de que ia conhecer ela e os amigos dela para uma noite divertida.
Errado. Ela não deu um pingo de atenção para mim. E eu sei que isso soa sentimental demais, mas se eu convido um amigo para algum lugar com gente que ele não conhece, vou fazer de tudo para que ele se sinta abraçado por aquele círculo. Então já que estávamos no que na minha cabeça parecia ser um encontro amoroso, eu esperava no mínimo esse nível de consideração.
Mas não teve. Então depois da terceira vez que ela chamou os amigos dela para ir a algum lugar e eu me vi seguindo aquelas pessoas que provavelmente não me queriam lá, eu fiz o que qualquer pessoa semi-sensata faria: fui pra casa.
E não foi tão simples assim. Como acabei ficando sem bateria no celular, não podia chamar um Uber. Tive que sair da festa e encontrar um táxi que me levasse à rodoviária às 03h40 da manhã. Ao chegar lá, descobri que só tinha ônibus para minha casa a partir de 06h. Então fiquei quase 3h sentado no chão frio da rodoviária, vendo uma mulher ser assaltada (sério) e depois de pagar 50 reais numa viagem de táxi de 10min para sair da festa aonde a mulher que me chamou não me dava bola.
Foi bem fácil uma das piores noites da minha vida.
Chegando em casa, nem estava tão puto/chateado. "História para contar", pensei. Até que consigo carregar meu telefone e tem várias mensagens da moça me procurando e dizendo que ela estava muito triste comigo por eu ter saído. Sim, ELA estava TRISTE. Aí sim, eu fiquei puto.
Mas mantive a classe. Só comentei que não estava muito a vontade, e como fiquei sem bateria não pude encontrá-la. Fui o mais polido que consegui. Entretanto, a moça estava chateadíssima! "Eu não merecia nem um tchau?!" dizia ela.
Isso foi dia 02/03. Hoje são 06/03 e ficamos esses dias todos só falando disso, de como estávamos ambos tristes pelo que aconteceu. E é aqui que eu queria chegar: eu sou o c*zão por ter largado ela lá?
Ela disse estar muito muito chateada, mas eu sinceramente não vejo assim. Não deu certo, e eu fiz o que achei melhor. E quando eu comentei com ela que se fosse o contrário, que se eu a chamasse pra um lugar eu não a deixaria no canto, ela me diz "você não precisaria ser minha babá".
Então por causa disso e de outras coisas, ela deixou claro que eu fui o errado da história. E agora, minutos antes de eu escrever esse post, disse para ela que como já tinha dito o que me chateou e que tinha pedido desculpas, eu não podia fazer mais nada. E a resposta foi: "agradeço".
Agora me diga você, amigo leitor. Eu fui o errado? O que você faria no meu lugar?
TL;DR: Uma moça que parecia gostar de mim me chamou pra uma festa mas não deu bola. Como achei que ela não tinha gostado de me conhecer fui embora numa boa. Mais tarde, descubro que ela está chateadissima e acha que eu que fui o errado.
submitted by Leolenori to brasil [link] [comments]


2018.12.26 20:43 Law_Mateus 4 garotas, inseguranças, transição social e relacionamentos.

Eu queria fazer esse post a alguns dias, porém toda vez ocorria algum empresvisto e eu acabava não fazendo, mas chega de enrolação, vou começar a falar logo sobre o que é:
Bem a mais ou menos uns 10 dias eu tive um grande mudança em minha percepção social, pois eu havia ido a o aniversario de uma amiga minha, de todas a pessoas que iriam a este aniversario eu só conhecia 3 pessoas (as quais so tinha visto pessoalmente 2 vezes e uma dessas era minha amiga obviamente) e estava muito receoso sobre tudo isso pois eu era alguém muito timido antes da festa (a e outra observação as outras duas pessoas eram mulheres tbm). Pra contextualizar Melhor essa festa não foi feita em uma casa nós fomos pra um parque de diversões e depois para uma lanchonete, ok. Na festa tinha os meus maiores medos sociais: pessoas na mesma ou maior idade que a minha, pessoas bonitas e mulheres (o pior de tudo isso era um combo: mulheres bonitas da mesma ou maior ideia que a minha, só tinha uns 3 caras e o resto eram meninas, 8 no caso) e mesmo tendo todo esse baguio dos meu medos eu fiquei de boa consegui passar o aniversário de boa falando como todo mundo como se eu não tivesse problema algum com isso eu achei aquilo impressionante e fiquei muito feliz naquele dia.(guardem esse aniversário que ainda irei voltar nele)
No outro dia pós o aniversário eu me senti "Social", como o Cellbit já disse em uma entrevista eu senti que precisava sair com pessoas, como se eu realmente tivesse essa mudança do dia pra noite (ok agora guardem essa informação)
Voltando a aniversário, após passarmos duas horas no parque a gente decidiu ir para uma lanchonete, lá a gente conversou bastante e tals porém teve uma hora que minha 3 amigas as quais já conhecia antes do aniversário elas saíram da mesa principal e foram pra outra separada que ficava não muito longe da nossa blz e elas ficaram me chamando pra ir lá pra outra mesa eu fui então, quando eu cheguei lá elas ficaram falando que eu era muito lento por não percebi que uma amiga delas estava dando em cima de mim, eu fiquei sem entender por que realmente não tinha parecido isso, a única coisa que ela fez foi me dar um abraço pouco longo e só isso. Além disso ela ficaram falando que ela deu em cima não só de mim, mas de um outro menino que tava na festa e de um amigo meu por que ela tinha pegado meu celular e mandado mensagem para ele, e depois ficou pedindo o número dele. Mas eu tinha quase certeza que elas estavam exagerando por que o passado dela, era disso de dar em cima de muitos caras mas, sendo bem sincero ela, em minha percepção não tinha feito isso com ninguém aquela noite.
Obs. Importante: essa mina que supostamente deu em cima de mim, a alguns meses atrás tava com um amigo meu.
No outro dia resolvi falar pra meu amigo que ela tinha "dado em cima de mim" então ele disse que não tinha problema ela só tava sendo carinhosa e tals, porém ele falou que poderia ser um vingança por ele ter ficado com uma amiga dela, no final falou que não tinha problema de qualquer jeito pois ela tava solteira. Após isso eu com o passar do tempo fiquei interessado nela e como meu amigo falou que não tinha problema já que ela estava solteira então resolvi perguntar se ela realmente tinha dado em cima de mim e se eu poderia sair com ela qualquer dia(lembrando que se fosse meu eu antes da festa eu provavelmente nunca faria isso pois era muito tímido), ela acabou respondendo que sabia que iam falar que ela deu em cima de mim, falou que não deu em cima e que poderiamos marcar de sair depois que ela viajase. Blz eu já tava muito feliz.
Voltando pra quando eu queria sair pronto eu chamei um pessoal pra sair no outro dia umas 10 da manhã eu sabia que não iriam muitas pessoas até por que fiz isso de última hora, algumas pessoas falaram que iam mas acabaram cançelando, eu não está triste pois meu amigo falou que teria uma aula de 11 horas um curso que ele participava, perto do lugar onde eu ia então se ninguém fosse eu teria a companhia pelo menos do pessoal do curso (do qual eu já conhecia algumas pessoas) então fiquei algum tempo esperando no meu lugar, tava meio entendiado então resolvi usar o stories do Zap(Sim eu uso caguei se isso não é cool) para dizer que eu estava sozinho se alguém poderia ir para o meu local de encontro, após isso a mina lá falou que estava em um lugar, que ficava não muito longe dali, e ela tava praticamente dizendo vem aqui pra a gente ficar. Então eu como jovem dinâmico despreparado para tal situação falo que eu ia na casa de um amigo se desse eu passava lá, então eu acabei indo realmente pra casa do meu amigo e lá falei pra ele que seria muito difícil de eu ir lá ficar com ela e depois voltar pro curso , pois era um local perto, mas não tanto assim. Acabei decidindo que não iria até ela por que foi algo de última hora e eu não estava preparado pra aquilo, conversei com meus amigos foi bastante legal e tudo mais.
Blz fiquei me sentindo mal um tempo por não ter ido ficar com ela, mas ok eu segui em frente. Nesse mesmo dia eu só ficava mais fissurado nela e realmente tinha me apaixonando, então resolvi que no outro dia iria na casa do meu amigo conversar com ele pra saber se ia ter algum problema em relação a isso quando conversei com ele, ele ficou dizendo mas, "tu sabe que eu ainda gosto dela né?!" Pedi pra dá um abraço ele falou: "Cara não quero abraço me sinto traído" eu fiquei bem triste com isso e fiquei: "Ue mano cê não tinha dito que ela tava solteira, eu achei que tava tudo bem"(apenas pensei nisso não falei pra ele)
Obs: ele falou que um dos motivos pra eles "terminarem", foi por que ela traiu ele e por causa de problemas familiares, ele não entrou em detalhes.
ok após esse clima tenso voltei pra casa sem saber o que faria eu cogitei desistir de sair com a mina porque eu senti estava "traindo ele" fiquei pensando nisso muito tempo, até que eu sentei e discuti com um amigo meu que já tinha um pouco mais de experiência na vida amorosa, ele basicamente falou que se eu considerava amizade do cara não deveria interferir nisso e apenas ir ao encontro, mas não demonstrar nenhum interesse e em último caso se eu estivesse realmente apaixonado eu ficaria com ela, mesmo sabendo destes problemas. Então eu decidi que iria ao encontro e não faria nada, Isso foi uma decisão bem difícil já que eu sou basicamente um garoto de 16 BV que nunca se relacionou romanticamente, então ir pra um encontro onde a mina é bonita ela me quer e eu quero ela seria uma tarefa bem difícil, mas ok decidi fazer isso.
No outro dia fiquei novamente pensando nisso por um bom tempo e decidi que não ia fazer mas, isso por que eu realmente tinha me apaixonando por ela. Então eu postei algumas coisas no status relacionadas a estar apaixonado e meu amigo respondeu aquilo de uma maneira triste a eu expliquei a ele que os sentimentos são coisas que eu não controlo e tudo mais, e pedia desculpa de tudo que eu fiz ele sentir. Ele respondeu apenas com "ok", beleza eu percebi que ele tinha ficado putasso. Logo mais a mina manda mensagem, era ela falando que não ia mas poder ficar comigo, e esperava que a gente pudesse ser amigo eu reagi, normalmente dizendo que sim a gente podia ser amigo e que eu ia levar aquilo de boa e eu realmente levei por que tava tudo tão confuso na minha cabeça que eu só queria que acabasse.
Logo mais eu fui mandar um print de conversa com ela pra o meu amigo e na hora que eu mandei foi a hora que eu me decepcionei ele disse que ela tinha mandado aquilo pra mim por que ele dois tinham acabado de brigar e eu fiquei me sentindo muito mal por, ter causado tudo aquilo. Meu amigo tentou me consolar, pedindo desculpa por ter.me feito se sentir um lixo e tals e eu falando cara tudo bem. Pronto aí acabou aí
Maaaas, eu continuei sentido um amor tremendo por ela eu sonhei com ela mandando mensagem e áudios pra mim e isso era coisas que realmente me faziam feliz então eu acabei mandando uma mensagem pra ela, falando que eu não ia aguentar até fevereiro pra falar o que eu estava sentindo, falei sobre isso do sonho e tudo mais que ainda estava apaixonado e que não me importava de não ser correspondido eu apenas queria falar dos meus sentimentos pra ela. Pedi encarecidamente pra ela não falar sobre está mensagem pra ele. Ela respondeu dizendo que era pra eu relaxar que íamos resolver isso em fevereiro quando ela voltasse, depois falou que eu era uma pessoa incrível (com emoji e tudo) e eu retribuí (com emoji e tudo)
Voltando a minha transição do social nesse meio tempo que acontecia todas elas coisas e até mesmo antes delas eu tinha investido em uma garota e outra tinha investido em mim:(agora um pequeno resumo sobre cada história)
A menina que deu em cima de mim foi uma prima da minha amiga que tinha pegado o celular da mesma, basicamente ela falou que tinha problemas familiares e por causa disso nossa comunicação não ficaria tão acessível já que ela estava de castigo e disse eu não poderia mandar mensagem pelo insta e nem qualquer outro lugar pois poderia da problema pra ela, então no único meio de comunicação de lá pra cá foi ela dando like em algumas fotos minhas e comentando tbm(nada de elogios como gatão ou algo assim só coisa pra interagir mesmo) e eu tbm dando likes nas fotos da mesma
Sobre a mina que eu investi, quando eu estava em uma apresentação na sala dos meu colegas, eu e ela trocamos olhares e eu achei ela bonita acabei falando com uma amiga minha, que estudava com essa menina, conseguimos descobrir o insta, dela, já que eu não sabia nem o nome dela, quando fui contar sobre ela pra um amigo meu ele falou que era a mesma de uma amigo meu, só que outro amigo falou que não teria problema de ir falar com ela já que esse meu outro amigo falava com várias garotas então eu, fui sem medo, começei a falar com ela pelo insta até que consegui o Zap e por aí estamos se falando até hj, porém um problema, um dia que eu estava a andar com esse amigo que estava interessado na moça ele falou que gostava dela e eu sabia e tudo mais que eu tinha vacilado, porém eu disse que não que tu descobrido depois e que eu só fui por que falaram que ele tava tentando isso com muitas garotas, ele acabou dizendo pra eu investir por que ele não teria chance, já que ele estava a falar com ela desde maio e ainda não tinha feito nada. Ok Apenas fiquei conversando com ela.
Além de tudo isso uma menina que era bastante bonita me chamou na dm do insta aí mandei um print disso pra meus amigos ai, o mesmo cara da menina acima falou que tava mirado nessa tbm ai eu falei "caralho, mas tu fala que eu me meto em tudo né, coisa chata da poha"
Basicamente agora estou em um momento onde tem 4 meninas em situações diferentes. A menina do Zap que eu chamei vou sair com ela em janeiro mesmo tendo sentimentos por a primeira lá eu não sei que rumo vai tomar aquilo então decidi que eu faria isso apartir de conselhos de uma amiga minha, e após isso estou pensando em marcar com a outra do insta logo mais, porém ainda não tenho certeza.
Obs: a prima mora em outra cidade.
Estou confuso e em equilíbrio de felicidade e tristeza pois tá tudo muito confuso ainda, gostaria de opiniões, apesar desse texto estar gigantesco eu, espero que alguém leia e de a opinião sobre, obrigado a todos. :):
submitted by Law_Mateus to desabafos [link] [comments]


2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
submitted by CarroR24311 to brasil [link] [comments]


2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
submitted by tombombadil_uk to brasil [link] [comments]


2017.04.18 21:19 Rhaeneros Eu parei de funcionar

Estou pelo celular, então desculpe pela falta de flag, formatação e possíveis erros de digitação, auto corretor e tal.
Pois bem... Venho carregando essa vontade de desabafar fazem alguns meses. Mas sempre julguei ser um motivo bobo demais. Acabava recorrendo a um amigo que não serve de muita ajuda, pq não quer dar pitaco na vida de ninguém.
Tudo começa no primeiro ano dá faculdade de música. Um colega por algum motivo que não entendo até hoje, insistia em me jogar em cima de uma amiga dele. É uma moça muito bonita, isso é fato, porém isso nunca é o suficiente pra me chamar atenção.
Até que certo dia, na festa de aniversário desse colega, começou a rolar um boato de que eu e ela estávamos juntos. Tudo isso pq eu acidentalmente esbarrei minha perna na dela, e ela mencionou esse fato. (Ela literalmente só falou "tem alguém encostando na minha perna")
Ela certamente veio tirar satisfações comigo, achando que eu era quem tinha inventado esse boato. Mas em menos de 10 minutos ficou tudo esclarecido (menos quem começou o boato, mas isso pouco importou tbm). É a partir daí que eu e ela acabamos nos aproximando e nos tornamos amigos. E tudo aconteceu de uma forma muito intensa. Em poucos meses estávamos num nível de amizade onde a primeira coisa que fazíamos ao levantar era dar bom dia ao outro. Passávamos o dia inteiro conversando, sempre dando um jeito, mesmo que eu ou ela estávamos em algum compromisso.
Nessa altura do campeonato eu obviamente ja estava apaixonado por ela. Mas não era recíproco. Tomei coragem de fazer algo a respeito e fui rejeitado. Mas mantemos tudo como antes durante algum tempo.
Ela viajou, conheceu um cara, e me contou assim que voltou de viagem. Ela hesitou, pois sabia que isso iria me machucar, mas eu insisti e ela contou a verdade.
Nada demais, típica história de rejeição. O problema começa na minha reação a isso tudo.
Sofro de depressão crônica desde meus 4 anos de idade. Sofri abuso sexual, e já tinha uma predisposição por conta da minha mãe (teve um episódio de depressão profunda durante minha gestação). Some isso a uma personalidade inclinada ao perfeccionismo e um medo mortal do fracasso. (Durante infância e adolescência sempre fui muito elogiado pelos meus feitos, que olhando hoje, não eram muitos e nem louváveis. Mas criou em mim esse maldito medo de estar errado)
Minha primeira reação foi me desligar de tudo que pudesse me lembrar dela. Abandonei redes sociais, meu celular passou 3 meses sem bateria embaixo do meu travesseiro. Passava o meu tempo livre distraído com algum jogo. E fazia o mínimo do mínimo na faculdade. O que realmente me fazia não pensar nela eram as atividades complementares. Fui um dos membros fundadores do núcleo de pesquisa e prática em canto do curso de música dá universidade, e trabalhava no coral da mesma.
Acontece que uma hora a água bate na bunda e eu me deixei levar pela depressão novamente. Acabei desistindo da faculdade, ficava trancafiado em casa o tempo todo.
Até que conheci uma mulher. Na verdade conheci ela antes mesmo de desistir da faculdade, mas nunca tivemos contato antes disso. E a principio eu sabia que nada iria acontecer, ela era supostamente casada e já tem um filho.
Mas de qualquer forma, ela acabou se aproximando de mim. 3 vezes na vida eu conheci alguém com quem eu me conectei dá mesma forma, e por duas dessas mulheres eu acabei me apaixonando.
Já fazia algum tempo que tinha ficado claro pra mim que eu estava de fato apaixonado por ela. Mas haviam várias coisinhas que me impediam de tomar ação. Por exemplo, eu não tinha absoluta certeza se ela era realmente casada. Ela sempre se referia ao cara como "meu amigo". No fim das contas ela se separou do cara e estava realmente solteira.
E aí começa meu pior pesadelo.
Conheci ela através de um amigo. Eles moram na região metropolitana daqui, então acabam se vendo com muito mais frequência do que eu posso ver eles. Acabou que deduzi que eles dois estavam juntos e acertei. Porém, esse amigo julgou que ela estava perdendo tempo com ele, e terminaram. Nesse meio tempo, eu estava em meio a uma crise de fobia social (e ainda estou). Acontece que estou deduzindo novamente que eles estão juntos. Ele tem me evitado a todo custo. Mesmo quando mandei uma msg de Feliz aniversário, ele só se deu o trabalho de responder pq um terceiro amigo convidou eu e ele para jogarmos juntos. Ela e ele tem jogado com frequência tbm.
Desculpe se parecer confuso, e esse não é o ponto também. O ponto é que eu nesse tempo todo, tenho vivido em angústia. Ansioso o tempo todo. Novamente abandonei redes sociais as quais posso ter contato com ela. Até mesmo os jogos eu evito. Minha terceira graduação que inicio provavelmente não irei terminar também, pq logo no primeiro semestre eu já rodei, parte por culpa de uma greve do transporte público que rolou por aqui, e outra parte pq eu simplesmente não quero sair de casa. Não tem vontade. Em mais de uma ocasião eu cheguei a ir até o ponto de ônibus e voltar pra casa, pq a ideia de ir até a faculdade e sentar por 4 horas numa sala com pessoas as quais não me "apetecem" por assim dizer, não me agrada nem um pouco. O problema não é o curso, ou essas pessoas em específico. O problema é que eu não tenho mais vontade alguma de interagir socialmente.
Por mais incômodo que seja essa situação, pois eu sei que não deveria me sentir dessa forma, eu também nunca estive "melhor". Com exceção dos meus acessos de raiva e ansiedade por conta da minha incapacidade de fazer qualquer coisa a respeito em relação a mulher por quem me apaixonei, eu estou num estado neutro. Eu não me sinto deprimido, eu não me sinto feliz ou "normal". Eu não sinto. E isso cria uma zona de conforto pra mim.
No domingo terá comemoração do aniversário dela. Eu prometi pra mim mesmo que iria. Mas depois de desconfiar que os dois estão juntos, eu não tenho tanta certeza se é uma boa ideia ir. Principalmente pq estarei a 2h de casa, sem possibilidade de alguém me dar carona caso precise. Tenho um medo absurdo de trombar com a situação de eles realmente estarem juntos novamente. Ele faz aniversário no mesmo dia, e esse ano não me convidou pra festa. O que aumenta minhas suspeitas de estarem juntos.
Enfim... minhas maiores crises foram todas por conta de mulheres. Eu nao sou suicida. Eu não sei o que fazer. Eu sei que preciso de ajuda psicológica, mas é financeiramente impossível agora. Eu não consigo funcionar o mínimo pra arranjar um trabalho pra custear meu tratamento. Eu atualmente sou basicamente uma pedra no sapato de todo mundo que conheço. Pois precisam se preocupar em não me magoar, pq por algum motivo sempre fui tratado como uma peça de cristal que precisa ser manejada com todo o cuidado do mundo. Eu não consigo agir pra me tirar dessa situação. Eu não tenho como me apoiar financeiramente em ninguém também. Estou basicamente definhando psicológica e fisicamente. E criando post de desabafo no Reddit sei lá pq.
submitted by Rhaeneros to brasil [link] [comments]


Minecraft: BEBÊS HERÓIS #03 - HOMEM ARANHA ESTÁ APAIXONADO ... ★♫TUDO POR AMOR★♫ DESCUBRA QUEM ESTÁ APAIXONADO POR VOCÊ SECRETAMENTE ... Eu Quero Só Vc... Jorge e Matheus... (letra) Gino Vanelli. It Hurts To Be In Love COISAS QUE SEMPRE ACONTECEM QUANDO ESTÁ APAIXONADO(A ... QUANDO UM HOMEM FALA ISSO - ELE ESTÁ APAIXONADO! - YouTube

Estar apaixonado novamente gostaria de ter uma amizade de ...

  1. Minecraft: BEBÊS HERÓIS #03 - HOMEM ARANHA ESTÁ APAIXONADO ...
  2. ★♫TUDO POR AMOR★♫
  3. DESCUBRA QUEM ESTÁ APAIXONADO POR VOCÊ SECRETAMENTE ...
  4. Eu Quero Só Vc... Jorge e Matheus... (letra)
  5. Gino Vanelli. It Hurts To Be In Love
  6. COISAS QUE SEMPRE ACONTECEM QUANDO ESTÁ APAIXONADO(A ...
  7. QUANDO UM HOMEM FALA ISSO - ELE ESTÁ APAIXONADO! - YouTube

E aí galera estamos com mais um vídeo super legal: COISAS QUE SEMPRE ACONTECEM QUANDO ESTÁ APAIXONADO(A)! Espero que gostem e divirtam-se! Ah e se você já pa... Eu faço o que for preciso Para estar em teus braços, Para sentir novamente o calor do teu corpo Ah meu amor tudo que eu preciso É viver com você A nossa linda história de amor Eu faço tudo ... É, machuca estar apaixonado Esse desejo sem fim Que mantém meu corpo direto à margem Nós tocamos e então Eu quero fazer tudo de novo E machuca estar apaixonado Quando você me quer somente ... Livro Digital - O Poder Secreto da Sedução: faça ele ficar dependente da sua presença e cada vez mais amarrado à você em apenas 1 semana - Acesse: http://bit... Linda musica para quem está apaixonado... Jorge & Mateus - Pra Sempre Com Você (Como Sempre Feito Nunca) [Vídeo Oficial] - Duration: 3:20. Jorge & Mateus Oficial 195,683,302 views Gostou do vídeo? Então deixe seu LIKE! Email para contato profissional: [email protected] Inscreva-se aqui você vai gostar muito! https://goo.gl/... DESCUBRA QUEM ESTÁ APAIXONADO POR VOCÊ SECRETAMENTE TESTE PSICOLÓGICO E PERSONALIDADE [ IncrivelMente Curiosa ] _____ Quer aprender a desenhar seu personagem...