Histórias divertido data

Leia mais: 16 histórias que literalmente acabaram em merda 8. 'Eu derreti uma barra de chocolate pra deixar as coisas mais interessantes, mas queimei meu namorado.' Curiosidades sobre gatos e histórias sobre gatos você encontra aqui. Curiosidades sobre gatos e histórias sobre gatos você encontra aqui. ... Divertido. Artista holandesa transforma fotos de pets em ilustrações de estilo Disney, e o resultado é incrível ... Enter your account data and we will send you a link to reset your password. Ela escolheu a data ao acaso. Sobre o salário que gostaria de receber, colocou a primeira cifra que lhe ocorreu. Então perguntaram o que gostaria de fazer no futuro, um desafio para o qual não se sentia preparada, mas que gostaria de enfrentar um dia. Ela refletiu, olhou fixamente para o entrevistador e respondeu: 'Gostaria de tocar minhas ... O namoro deve ser divertido e mútuo. Nunca deve haver expectativas de nenhum dos lados. No exemplo, o garoto pagou, mas a garota se ofereceu para pagar sua parte. Nenhuma pessoa deve esperar que a outra pague a data inteira. É bom se alguém o fizer, mas as duas pessoas devem estar preparadas para pagar seu próprio caminho. Lista de 31 Inverno data idéias: divertido, criativo Romântico. Melhores data idéias 33 de Verão - Fun Idéias baratos sãorevelado. Romântico e divertido data ideias noite para casais são revelados. 57 Primeiras ideias da data para adolescentes Estudantes universitários Idéias do presente Dia dos Namorados para o namorado e a namorada '> Sabadinho Divertido – Contação de Histórias com Nyedja Gennari Data: sábado (1º/4) Horário: 14h Entrada: franca Local: Venâncio Shopping, Espaço Cultural do Piso P2 – SCS Quadra 8 Informações: (61) 3208-2000 Informações para a imprensa – Célia Curto (99298-4309 e [email protected]) Aposto que seria muito divertido flutuar por a o dia todo em uma bolha de sabo! Eu poderia ver todas as cidades, l do alto, saltar nas nuvens e voar com os pssaros - Cinderela disse sonhadora. quando notou o quanto o cu estava escurecendo. A data foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU, que proclamou o dia 15 de maio como o Dia Internacional da Família. A celebração do Dia Internacional da Família visa, entre outros objetivos, destacar: - a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil; *As histórias da tradição. Há um conjunto muito grande de histórias que constituem a tradição brasileira. Escritores como Clarice Lispector, Ana Maria Machado, Regina Machado, entre outros, publicaram versões dessas histórias em forma de contos para crianças. Na internet encontram-se também inúmeros links com versões dessas histórias. Contos e Histórias de Natal Infantis. As histórias de Natal são passadas de uma geração para outra e nem sempre estão nos livros. As crianças ficam muito afoitas por esse data, por isso é legal aproveitar o interesse delas para estimular o gosto pela leitura. A seguir vamos dar algumas sugestões de títulos que vão encantar a criançada.

NA PÁSCOA NÓS USAMOS... MARROM!!

2020.06.10 05:00 mary_jonnie NA PÁSCOA NÓS USAMOS... MARROM!!

Olá luba, editores, gatas, possível convidado e turma que está a ler. Hoje eu resolvi compartilhar uma das trágicas histórias de minha infância. (sou paraense, então se quiserem interpretar é só ir falando "égua" ao decorrer do texto)
Bom, tudo aconteceu em 2013, eu tinha 8 anos e acabado de mudar de escola, lá até tinha algumas crianças que eu conhecia, mas como não era próxima acabava passando muito tempo sozinha.
Chegando a época da páscoa minha escola resolveu fazer uma festinha para as crianças, e como era em comemoração a ressurreição de cristo nós tínhamos que ir com roupa branca ou vermelha.
Quando o dia chegou, eu me arrumei toda, tava até usando uma macacão branco cheio de brilho, fui pra escola e chegando lá nós fomos direto pro pátio pq eles iam falar um pouco sobre o significado da data, bom, acho que posso dizer que depois disso foi só gritaria e dedo no cu.
Como a bela peste esfomeada que eu era (e ainda sou) enchi o bucho de chocolate hidrogenado e suco de uva, e como nada nessa vida é fácil, o que eu comi não me fez muito bem.
Comecei a sentir muito enjou e resolvi sair do meio de todo mundo e fui pra uma área aberta, onde só tinha uma árvore, lá eu sozinha sem ter a quem pedir ajuda comecei a passar mais mal ainda, e foi aí que eu comecei a vomitar roxo... o suco de uva de pacote definitivamente foi o culpado.
Eu toda vomitada comecei a sentir muita dor de barriga e aí... eu me caguei, sim, EU ME CAGUEI, entrei em desespero pq não queria que alguém me visse toda cagada e vomitada, então decidi chamar minha irmã mais velha que também estudava na escola (não lembro como encontrei ela).
Só sei que no final na manhã eu tava na porta da diretoria esperando minha tia me buscar e voltei pra casa agarrada no banco na frente sem sentar pra não espalhar o cococo, e ainda jurando que ninguém tinha percebido que eu tinha me cagado.
Ficou meio grande mas eu não conseguiria excluir nada dessa história, espero que tenham gostado e se divertido com a minha desgraça, me desculpem qualquer erro, é isto, beijos <3 (evitem encher até o cu de suco de sódio as 7h da manhã)
submitted by mary_jonnie to TurmaFeira [link] [comments]


2020.01.10 20:53 bebahia Minha saga com a Claro: A maldição do chip incancelável, e outras peripécias de uma relação abusiva

Fui cliente da Claro por vinte anos, não por causa do bom serviço prestado pela companhia, mas por uma acomodação disfarçada da crença de que tamanha fidelidade seria recompensada pela empresa, não por meio de privilégios, mas pela abstenção de novos abusos. E foram muitos ao longo desses anos, serviços que nunca contratei e utilizei que me eram cobrados, linhas para além da única que sempre utilizei... Mas uma vez que me deparava com eles e pedia o cancelamento, tudo era resolvido, até a próxima vez. Ficava aquele jogo "divertido", eu via a empresa colocar a mão no meu bolso, reclamava, e tentava ficar um pouco mais esperto pra isso não acontecer novamente. Nesse caso vale uma mea culpa, eu passo longe de ser um "bom consumidor", essa minha conta com a Claro estava em débito automático e eu não costumava checar muito ela, mas por outro lado, eu fui por muitos anos o "consumidor ideal" para empresas que deveriam minimamente equilibrar a busca do lucro com a satisfação do cliente.
O ponto de virada da minha relação com a Claro foi quando descobri que estava pagando há anos por um chip que nunca havia utilizado. Vocês sabem como é, vamos na loja trocar de aparelho, e aí nos oferecem um plano que vai resultar numa bela economia, e é tudo tranquilo porque apesar dele vir com um chip que você não vai usar, é só passar na loja no mês seguinte, cancelar o chip e tudo bem. Só que aí você vai na Claro no mês seguinte, e ninguém descobre nenhum chip. Você insiste, "mas então eu só estou sendo cobrado por essa minha linha, é isso mesmo?", e a resposta é positiva. Estranho, mas resignado, você acaba esquecendo aquilo. Falando assim parece uma imbecilidade completa da minha parte, mas foi apenas parcial, pois quem é cliente Claro sabe que as contas que recebemos são tudo, menos transparentes. Foi apenas muito depois, quando o orçamento apertou, que fui olhar com mais atenção a minha conta da Claro, querendo cortar gastos, e descobri ali aquele chip ali, mais ou menos 50 reais, cobrados todos os meses.
Então vamos mais uma vez resolver o problema, cancelar esse chip. Fui uma vez e ninguém sabia da existência desse chip, "você só era detentor de uma linha, pode ficar tranquilo, espere pelo mês seguinte que não virá nenhuma cobrança". Mês seguinte, nova cobrança. "Ah, realmente senhor, você contratou esse chip aqui, então estaremos cancelando ele". Mês seguinte nova cobrança, e no mês seguinte, e no mês seguinte. Eu tenho pelo menos três protocolos de reclamação com a Claro tentando cancelar esse maldito chip, e quando já cogitava mudar de operadora dei uma última chance, resolvi mudar para um plano muito mais econômico, tomando todo o cuidado de deixar claro que só usava uma linha, que não queria mais chips, linhas extras ou qualquer outro serviço. Só a internet móvel mesmo, obrigado. Ah, eu tinha uma internet fixa? Não, nunca tive internet fixa, nossa né, que coisa, então cancela ela pra mim por favor.
Pois bem, eis que no mês seguinte eu recebo uma multa de mais de 600 reais. Sim, porque o meu plano anterior tinha um período mínimo de fidelidade, e que pena, você estava nele há 11 meses, faltava só mais um. Claro que ninguém me avisou que teria uma multa para eu mudar de plano, e muito menos que ela seria de 600 reais, justamente o valor de um ano do que eu passaria a pagar com o meu novo plano. Expliquei isso para a pessoa que me atendeu e ela foi super gentil, tentamos uma vez, falaram que eu devia pagar a multa, tentamos uma segunda vez falando que eu pagaria mais um mês do plano antigo junto com o novo, mas ainda assim tive que pagar a multa. O resultado disso foi que entrei com um processo contra a Claro, dois na verdade, do chip e o da multa. Perdi o do chip porque a juíza entendeu que a questão ali era a contratação do plano ("essa é a sua assinatura, não é?"), e não deu a menor atenção para o fato deu não conseguir cancelar aquilo nem pedindo por favor pelamordedeus (sim, eu pedi). Mas ganhei o da multa, estou pra receber o valor integral que paguei, mais mil (1000) por danos morais. Minha moral não vale muita coisa, realmente, mas algo me diz que mil de danos morais não vai exatamente desestimular a empresa a fazer isso novamente com outras pessoas.
Mas acabei me adiantando um pouco, porque pouco antes de entrar com o processo eu fiz a mudança do meu número para outra operadora, a Tim. Sim, um divórcio, depois de anos de relacionamento abusivo em que a empresa jurava que ia mudar, que me amava (me ligam até hoje), consegui acabar com aquilo e estou hoje num relacionamento saudável, só pagando pela minha linha, acreditam só? Nem sabia que isso era possível, eu volta e meia dou aquela conferida, mas é isso mesmo.
Só que a história não acaba aqui, porque nesse mês recebi uma nova conta da Claro, estava lá no spam. Achei que fosse vírus, abri com muito cuidado, mas era mesmo uma conta, vejam só, referente ao mês de dezembro! Só que eu já havia mudado de operadora muito antes disso, então lá fui eu, ontem, passar na Claro crente que resolveria isso logo, que eles reconheceriam a confusão. Pois é, piada. No meu primeiro atendimento fui questionado quando fiz a mudança de operadora, porque pra eles o meu cancelamento do meu plano Claro havia sido em dezembro. Não sabia a data exata, mas insisti que havia sido muito antes disso, ela disse que não podia fazer nada sem a data exata, e lá fui eu pra Tim pegar a maldita data. Voltei, aqui, saí da Claro em agosto, por que estou recebendo uma conta de dezembro? "Ah senhor, porque essa linha é a linha de um dependente, e ela não foi cancelada". Queridos, que dependente? Sou solteiro, nem namorada tenho, dependente é o gato? A planta? E como assim, quando saí da Claro fiz questão de perguntar se não receberia nenhuma conta surpresa de chips e afins, porque estava saindo justamente pela impossibilidade de parar de ser cobrado por serviços que não utilizava, e a resposta foi positiva. Mas de fato, não especifiquei que queria cancelar essa linha do dependente, mal, quem poderia imaginar que uma pessoa vá mudar de operadora deseje continuar pagando essa linha extra.
E é isso, obrigado a você que chegou até aqui, espero que tenha se divertido um pouco com a leitura, porque essa situação toda é tão absurda que chega a ser um pouco engraçada, então espero ter sido capaz de expressar isso. Fiquem bem, e passem longe da Claro, uma cobertura um pouco melhor não vale por tudo isso.
submitted by bebahia to brasil [link] [comments]


2019.10.21 20:01 altovaliriano Pergunta de BryndenBFish e NPR de novo (out/2019) e Entrevista a OMNI (nov/1996)

Mais recente: Chicago Humanities Festival (11 out 2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16170
O SSM consiste em um vídeo de 5 minutos carregado no youtube em que Martin responde à pergunta selecionada no twitter pela entrevistadora Eve L. Elewig. "Coincidentemente", foi a elaborada por Jeff Hartline (mais conhecido como BryndenBFish). Que marmelada...
Brincadeiras à parte, a pergunta foi "Ele acredita que Robert, Ned e Jon Arryn estavam certos em se rebelar contra Aerys? Ou ele teria permanecido leal a Aerys e os Targaryens?". Martin se desviou da pergunta e enrolou. Veja no vídeo.
--------------------------------
Mais recente (2): Entrevista à NPR Chicago (19 out 2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16176
Na verdade, este artigo foi uma compilação da entrevista de Martin à WGN Radio e do bate-papo ocorrido na Chicago Public Library Foundation (CPLF), ambos já relatados aqui (vide aqui e aqui)
--------------------------------
Mais antigo: Transcrição de uma entrevista à OMNI Magazine (21-22 nov 1996)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1425
A entrevista parece ter sido feita no formato de chat da internet, como vários códigos de hora, data e IPs. Eu suprimi tudo isso, deixando apenas nickname e mensagem, em ordem cronológica (a entrevista começou no dia 21 e terminou no dia 22). A tradução segue abaixo:
-
Ed_Bryant_Mod : Boa noite, Sr. e Sra. América, e todos as naves no espaço! Esta é outra edição do Omni Visions Prime Time com Ed Bryant. Meu convidado esta noite é aquele escritor estelar de ficção científica, fantasia, romances, contos, filmes e TV, George RR Martin. Boa noite, George!
GeoRR : Para constar, deixe-me dizer que nunca trabalhei em ST:TNG [Star Trek: The New Generation], apesar do crédito que Ellen me deu quando ela estava divulgando isso. Portanto, sem perguntas sobre Data, por favor. Com Vincent eu posso lidar... bem, tanto quanto qualquer pessoa pode lidar com Vincent.
GeoRR : Perdemos contato com Ed?
Ellendat : Enquanto Ed tenta voltar para nós, eu gostaria de me desculpar com George por me enganar quanto a sua participação no ST:TNG.
GeoRR : Acho que Ed caiu de vez. Ele me avisou que isso poderia acontecer.
Ed_Bryant_Mod : Opa, desculpe pessoal! Minha introdução fantástica para George desapareceu repentinamente e eu fui interrompido por uma mensagem de "erro no servidor". Eu estou de volta, então eu vou aumenta-la (mais).
ellendat : Eu sei que posso falar por muitos de seus leitores (e provavelmente membros da platéia aqui) que é bom você voltou a escrever ficção em prosa depois de vários anos concentrando-se em TV.
GeoRR : Há dias em que estou muito satisfeito por estar "de volta" (embora nunca tenha realmente ido embora, sabe - durante todos os meus anos em Hollywood, escrevi e editei WILD CARDS). Há outros dias em que sinto falta da TV. Certamente sinto falta dos grandes carrinhos de mão de dinheiro que costumavam rolar no meu escritório.
Ed_Bryant_Mod : Para aqueles que possam ser novos na SF [Ficção Científica], George Richard Raymond Martin começou a publicar profissionalmente em 1971, com uma curta história para GALAXY. Seus livros subsequentes incluem A MORTE DA LUZ, TUF VOYAGING, SONHO FEBRIL, ARMAGEDDON RAG, a série WILD CARDS (como participante e editor), SANTUÁRIO DOS VENTOS (com Lisa Tuttle) e, entre muitas outras coisas, A GUERRA DOS TRONOS, o primeiro volume enorme em uma série de fantasia épica maciça. *ufa* Além disso, ele passou uma estada em Hollywood trabalhando com A BELA E A FERA e a renascida ALÉM DA IMAGINAÇÃO. Então, George. Quando você dorme e quanto tempo antes de terminar a série de fantasia?
GeoRR : Eu pretendo dormir entre o terceiro e o quarto volumes, ed. Eu dormia um pouco entre o segundo e o terceiro, mas agora é a hora de escrever um roteiro de SONHO FEBRIL que devo à Hollywood Pictures. Hollywood Pictures não existe mais, com certeza, mas eu ainda devo o roteiro. Se eu permanecer dentro do cronograma, devo terminar AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO até o final de 1998, mas não prenda a respiração. Esses livros têm três vezes o tamanho de romances comuns, até grandes romances como SONHO FEBRIL, e estou aprendendo da maneira mais difícil quanto tempo leva para escrever um.
Ed_Bryant_Mod : Talvez você seja um viciado em adrenalina, George. Sobre a série de fantasia: Por quê? (sendo franco). Esta não é fantasia como avô, com certeza. É difícil, mas romântico. O que o intrigou em embarcar em um projeto tão grande?
GeoRR : Pudera eu saber. Na verdade, comecei o livro no verão de 1991. Eu estava entre os projetos de Hollywood, então decidi começar um novo romance, ver até onde chegava. O romance que comecei era um livro de SF chamado AVALON, ambientado na mesma "história futura" de DYING OF THE LIGHT e de muitos de meus contos. Na verdade, eu escrevi três capítulos. Mas então um dia o capítulo inicial de A GAME OF THRONES me veio tão vividamente que eu tive que escrevê-lo. Não é o prólogo, lembre-se, mas os primeiros capítulos, onde Bran vê o homem decapitado e encontra os lobos gigantes na neve. A próxima coisa que eu sabia era que AVALON havia sido colocado em uma gaveta e a fantasia tomara conta de mim completamente. Eu sabia que estava perdido quando comecei a desenhar mapas. Porém, é claro, DOORWAYS foi selecionado e fui convocado de volta a Hollywood, mas o livro nunca esteve longe de meus pensamentos.
Ed_Bryant_Mod : Intrigante... voltando um pouco. Quando você era mais jovem, antes de começar a escrever, qual o papel da fantasia em sua vida? O que você leu? Você jogou jogos com dragão e lobo gigante? E onde o seu gosto nesse sentido se desenvolveu como leitor e escritor adulto?
GeoRR : Acho que estou tendo alguns problemas aqui. O sistema comeu minha resposta.
Visitante (Gdozois) : Ellen, Gardner Dozois aqui. Quando George e Ed voltarem, pergunte se ele tem planos de publicar Turtle Castle um dia desses.
ellendat : Gardner, sua pergunta está aqui para que todos vejam :) shhh.
GeoRR : Estou de volta, acho. Eu desloguei e voltei. Todo o sistema parou aqui e nenhum dos comandos parecia funcionar.
GeoRR : Deixe-me tentar essa resposta novamente. Quando criança, eu lia principalmente SF e quadrinhos... não =havia= nenhuma fantasia sendo publicada naquela época. Eu descobri JRR Tolkien no colégio, quando Ace publicou sem autorização o Senhor dos Anéis. Fiquei Maravilhado. Também li Robert E. Howard, provavelmente antes de Tolkien. Conan era divertido, mas a Terra Média era mágica e maravilhosa. O =lugar= era tão importante quanto o enredo ou os personagens, acredito. É assim em toda grande fantasia. Estou tentando tornar meu mundo, meus sete reinos, tão vividamente real quanto JRR fez com o dele.
GeoRR : Olá, Gargy. Ninguém liga para TURTLE CASTLE.
Visitante (Gdozois) : Eu imagino isso como uma obra-prima perdida que será descoberta após sua morte e o catapultará para a fama mundial.
Visitante (169.197.15.29) : E quanto a Burroughs e Wells?
GeoRR : Eu tentei um Edgar Rice Burroughs. Um dos livros "Moon", eu acho. Eu devia estar velho demais, porque odiei e nunca tentei outra até Melinda Snodgrass e eu sermos contratados para fazer o roteiro de A PRINCESA DE MARTE. Eu li HG Wells, é claro. A MÁQUINA DO TEMPO em particular foi == e é == um dos meus favoritos.
Ed_Bryant_mod : George, junto com a fantasia, você parece ter muitos interesses em escrever. Nos interstícios entre mega-fantasias e trabalhos de Hollywood, alguma esperança de mais SF ou horror? Há aqueles de nós que se lembram de SONHO FEBRIL e ARMAGEDDON RAG com carinho indisfarçável.
Visitante (169.197.15.29) : Acho que eu tinha 10 ou 12 anos quando peguei Burroughs. É o que me fez começar, eu acho.
GeoRR : Oh, definitivamente farei outras coisas eventualmente, se a fantasia terminar. Tenho anotações para duas sequências de SONHO FEBRIL, tenho duzentas páginas do romance de Jack, o Estripador, que comecei em 1985 e nunca consegui vender, e quero fazer um livro com um dos meus pilotos de televisão não filmados. Aquele lá é pura SF.
Visitante (Gdozois) : Aproveitando que você o está importunando, Ed. Eu gostaria que ele escrevesse algumas novas histórias de ficção científica. --Gardner
ellendat : Sim. Eu também.
GeoRR : Na verdade, Gargy, é por isso que eu estava ligando para você no outro dia. Eu tinha essa noção ... bem, é muito complicado falar disso aqui, e não devemos falar disso em público de qualquer maneira, mas é uma ideia que eu gostaria de explorar com você quando você tiver meia hora ou mais .
Ed_Bryant_mod : A menção da PRINCESA DE MARTE me obriga a perguntar... Além das cargas de dinheiro em carrinhos de mão, qual é o apelo em Hollywood ? Você viu sua história "Reis da Areia" se tornar o piloto da renascida A QUINTA DIMENSÃO - Melinda Snodgrass (a escritora) e os produtores / diretores / atores visualizaram sua história de uma maneira que você a reconheceria?
Visitante (Gdozois) : Você sabe como se apossar de mim, George. Qualquer hora. --Gardner
GeoRR : Além disso, há esta novela chamada "Shadow Twin" na qual um certo Sr. Dozois e eu estávamos colaborando. Ellen, quer comprar uma novela Dozois / Martin?
Visitante (Gdozois) : Talvez possamos mesclar SHADOW TWIN com TURTLE CASTLE. --Gardner
ellendat : Estou certamente interessada. Está terminada?
Visitante (169.197.15.29) : Escritor iniciante fica [mais] verde.
GeoRR : Hollywood ... bem, essa é uma resposta complicada. Você realmente precisa subdividir Hollywood em duas arenas separadas, TV e Cinema. Eu trabalhei em ambos. TV foi muito emocionante, estressante, mas gratificante. Trabalhei em alguns bons shows, escrevi roteiros dos quais me orgulhava, os vi filmados, subi de um humilde redator para um exaltado produtor supervisor e quase consegui meu próprio show. Eu odiava morar em Los Angeles, mas gostava muito de trabalhar na TV.
Filme, por outro lado, cheguei ao ódio. O escritor é rei na TV; no filme, o escritor é uma merda. Passei três ou quatro anos da minha vida fazendo roteiros, vários deles com Melinda, e não tenho um punhado de filme para mostrar. De fato, ninguém nunca viu os roteiros, exceto alguns executivos de desenvolvimento. Adoro ir ao cinema, mas se tiver sorte, nunca mais precisarei "desenvolver" um filme.
Ed_Bryant_mod : Com algo parecido com o seu próprio show ... DOORWAYS. Esse era um conceito adorável e sofisticado de SF com boa reflexão sobre transitar em um mundo paralelo. Que tipo de forças foram necessárias para matá-lo?
GeoRR : Nunca terminei, Ellen ... mas um dia desses. Primeiro, preciso digitalizá-lo e colocá-lo em um disco. As páginas que temos (um bocado bastante grande) foram realmente escritas em uma = máquina de escrever =. Lembra-se delas? Eu tive uma máquina de escrever elétrica, já Gardner...
Visitante (169.197.15.29) : Eu pensei que ele se transformou (sem a sua influência) em Sliders. (não é um show muito bom, por acaso) -- David Felts
GeoRR : O que matou DOORWAYS foi principalmente foi uma sincronia ruim. Em agosto de 1992, quando exibimos o piloto para a emissora pela primeira vez, a ABC estava salivando para encomendá-la e, de fato, encomendou seis scripts de backup, um número muito alto. Mas estávamos muito atrasados ​​para a temporada do outono de 1992, então tivemos que esperar até maio do próximo ano. Entre agosto e maio, os dois maiores campeões da rede, os executivos que haviam trabalhado no programa conosco, partiram para outros empregos. Seus sucessores nos consideravam algo que restava do antigo regime. Quando chegou a hora da crise, a ABC decidiu que eles queriam apenas um único novo programa de SF em sua programação e seguiram com LOIS & CLARK, que havia sido desenvolvido pelo regime seguinte. E para quem não sabe o que foi o DOORWAYS ... bem, foi SLIDERS. Só que bom.
Visitante (Gdozois) : George, vamos sair agora. Tenha uma boa entrevista e diga Olá para Parris por nós. Boa noite Ellen, Ed e os demais. --Gardner
Ed_Bryant_mod : Uma pergunta em outra área. WILD CARDS, aquela longa série de livros de Bantam e Baen sobre supercaras e supermocinhas, vivos e às vezes bem, em um mundo que eles realmente criaram - alguma chance de continuar de alguma forma? Ainda parece haver público.
GeoRR : Gostaria muito de continuar com WILD CARDS, mas agora há muitas outras coisas no meu cardápio. Além disso, não temos um editor. Em retrospecto, mudar para a Baen foi um grande erro. Eles nos pagaram mais dinheiro, mas não venderam os livros com a mesma eficácia que a Bantam e depois nos culparam pelas vendas fracas. Suspeito que os WILD CARDS retornarão eventualmente, de alguma forma, embora possa haver um hiato de alguns anos. Alguns dos escritores estão fazendo barulho sobre como fazer histórias independentes sobre seus personagens e vendê-los para as revistas. Se algum dia eu encontrar tempo, provavelmente eu mesmo farei algumas histórias de Tartaruga e Popinjay.
Ed_Bryant_mod : Falando em WILD CARDS, apenas no caso de um de nossos sistemas travar novamente, eu queria fazer uma pergunta que assombra a maioria de nós, escritores. À medida que os livros esgotam com grande velocidade, eles se tornam o desespero do leitor lento demais para pegá-los durante as oito horas em que estavam à venda... Você é um dos escritores ativistas que se esforçou para manter seus livros disponíveis com seus próprios esforços. Isso está funcionando? E como os leitores podem aproveitar o seu serviço nessa área?
GeoRR : Sim, eu realmente mantenho estoques de meus livros esgotados e sobressalentes, tanto de capa dura quanto de brochura. De WILD CARDS, tenho volumes 1,2,6,7,9 e 11. Também tenho livros de bolso britânicos de REIS DA AREIA e TUF VOYAGING, a adorável edição limitada numerada e assinada do ARAMGEDDON RAG com slipcase e as primeiras edições do SONHO FEBRIL, SANTUÁRIO DOS VENTOS E RETRATOS DE SEUS FILHOS. Qualquer pessoa que queira alguma dessas informações pode me enviar um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) ou [[email protected]](mailto:[email protected]). Os preços são muito razoáveis ​​e os autógrafos são gratuitos. Você não apenas receberá um livro lindo e assinado, como também ajudará a apoiar meu mania com soldados de brinquedo. Desde que comecei a fantasia, fiquei viciado em colecionar cavaleiros em miniatura.
Ed_Bryant_mod : Ótimo. Lembrarei às pessoas que livros assinados e personalizados são ótimos presentes de fim de ano. Voltando a WILD CARDS momentaneamente. Uma enorme quantidade de material foi publicada ao longo de alguns anos de trabalho duro e febril. O que você acha que foi o maior apelo?
GeoRR : Bem, tivemos alguns escritores muito bons e algumas histórias fantásticas, mas acho que foi mais do que isso. O que notei no WILD CARDS foi o intenso interesse que os leitores desenvolveram nos personagens. Eles não eram apenas fãs do Wild Cards, eram fãs do Turtle, ou do Tachyon, ou do Fortunato. Cada leitor tinha personagens que amava e outros que odiava com a mesma paixão, e eles queriam acompanhar suas vidas. Eu sustento que é a mesma coisa que faz as pessoas acompanharem novelas de TV.
Marilee : George, eu sempre leio todas as histórias em Asimov, até mesmo as fantasias, mas frequentemente não estou interessado em comprar um livro relacionado a uma história de fantasia. Eu li "Blood of the Dragon" na edição de julho e imediatamente encomendei A GUERRA DOS TRONOS (que está abrindo caminho ao topo da pilha de leitura). O que fez você decidir escrever uma fantasia agora?
GeoRR : Marilee, eu respondi sobre esse assunto, talvez antes de você entrar. Não sei se há como retroceder, mas ... resumidamente, o livro não me deu escolha. Eu estava trabalhando em um romance completamente diferente, mas A GUERRA DOS TRONOS acabou de me tomar. Estou feliz que você tenha gostado de "Blood of the Dragon". Eu estava trabalhando em um capítulo de Daenerys hoje, por incrível que pareça.
Estranhamente, acho que nunca poderia ter escrito A GUERRA DOS TRONOS, a menos que eu tivesse feito WILD CARDS primeiro. O grande elenco de personagens de GOT é muito diferente dos meus romances anteriores, que se concentram muito em um único protagonista (A MORTE DA LUZ, SANTUÁRIO DOS VENTOS, ARMAGEDDON RAG) ou no máximo dois (SONHO FEBRIL). WILD CARDS, por outro lado, é =repleta= de personagens, e editar esses livros, especialmente os romances-mosaico, me deu muita prática no malabarismo com vários pontos de vista. Estruturalmente, A GUERRA DOS TRONOS é um romance-mosaico de WILD CARDS, só que comigo escrevendo todas as partes.
Ed_Bryant_mod : George, agora que você é um veterano em Hollywood, você acha que algumas das mesmas forças estão começando a deformar a publicação impressa também? Os novos autores com romances não seriados estão perdidos? E a publicação na web? Sinta-se à vontade para abordar qualquer um desses...
GeoRR : Uma pergunta deprimente, e uma resposta ainda mais deprimente ... mas sim, devo dizer, acho que as publicações estão sendo Hollywoodizada e tenho muita empatia por novos escritores que tentam entrar no ramo. Acho que ainda é será possível fazer um bom trabalho, mas muito menos possível ganhar a vida com isso. Quem ganhará a vida com isso serão as pessoas trabalhando em franquias e atendendo a gostos já estabelecidos, como [Star] Trek e Star Wars. É uma imagem sombria para alguém que realmente quer ser escritor em tempo integral. Por outro lado, antes de 1970 havia pouquíssimos escritores de SF em tempo integral, então talvez estejamos voltando ao que havia na Era de Ouro.
Ed_Bryant_mod : Deprimente, de fato. E o admirável mundo novo da publicação on-line? Alguma área brilhante que você possa enxergar?
GeoRR : Ainda não estou convencido de que a publicação on-line possa funcionar. Quero dizer, não vejo como alguém faria dinheiro com isso. Além disso, devo admitir, adoro livros, a sensação deles, a aparência deles, a conveniência. Leio-os na banheira, na cama e sentado ao ar livre. Não posso fazer isso com um leitor on-line, e também não gosto de imprimir romances e ter que lutar com pilhas de papel pesadas.
Marilee : Li todas as novelas OMNI no meu HP200LX - um computador de bolso que é mais leve e menor que a maioria dos livros, e pode ser segurado como um. Eu os li em consultórios médicos, restaurantes ou em qualquer lugar que eu tivesse que esperar. Ainda assim, ele seria muito caro se fosse apenas para ler livros.
Visitante (206.113.120.25) : Quais são suas próximas aparições na Whimpy Zone? --Keith
GeoRR : Não há muitas viagens nos meus planos atuais. Eu fiz uma turnê de quinze cidades pelo A GUERRA DOS TRONOS em setembro e outubro, além de Worldcon, Archon e World Fantasy Con, então agora estou feliz por estar em casa. Estarei em Archon novamente em outubro próximo e, claro, na worldcon em San Antonio, e em fevereiro vou a Nova Orleans para o Mardi Gras. Além disso, eu não sei. Eu posso ir ao Neulas [Nebula] em Kansas City.
Marilee : O que você fará com os cavaleiros de brinquedo quando os adquirir? Eu tenho muitos spaceguys de Lego, mas eles geralmente ficam na prateleira e são reorganizados de vez em quando.
Ed_Bryant_mod : Hmm, George. Talvez você possa se tornar um fazedor de pacotes e iniciar linhas de romances que exploram o mundo dos ônibus espaciais e cavaleiros de brinquedos Lego. Publique-os como Ron Goulart costumava escrever quando estava na publicidade... na parte de trás dos pacotes...
Talvez uma ou duas perguntas finais à medida que o tempo diminui. Onde você se vê como escritor em dez ou vinte anos, George? Ainda fazendo o mesmo reconhecidamente amplo leque de ficção? Ou há novas fronteiras que você deseja encarar?
GeoRR : Quanto aos cavaleiros, sim, eu os coloco nas prateleiras, arrumo os dioramas, os reorganizo e compro vitrines cada vez maiores e mais caras. Porém, eu não lido com Lego. Tenho Britain, Pings, Timpos, Banners Forward, Arsenyevs, Hornungs, Tiffany Soldiers, Staddens, Wyvern Standards, Traditions e uma dúzia de outros fabricantes, e também compro as remodelagens baratas de plástico e as pinto. Essas não são miniaturas de jogos, entenda. Estes são do tamanho tradicional de soldado de brinquedo, de 54 a 70 mm. As miniaturas de jogos são de 15 ou 25 mm, pequenas em comparação. Minha grande fantasia é encontrar o veio-principal da Courtenays sendo vendido em um mercado de rua por três dólares cada. Sorriso.
Ed, para dizer a verdade, não sei ao certo o que vou escrever daqui a cinco anos, muito menos vinte. Livros, TV, contos... Eu gostaria de fazer de tudo, mas nunca há tempo suficiente. Especialmente porque tenho o vago desejo de tentar ter uma vida também. Na verdade, não me saí tão bem nessa última parte; às vezes, olho para trás sombriamente ao longo de todos os anos passados ​​sentados em frente aos vários tipos de teclado, escrevendo sobre paixão, aventuras e maravilhas, quando o que realmente quero é =vivenciar= alguma delas. Mas talvez essa seja a maldição de todos os escritores. A maioria das biografias de escritores é mortalmente monótona, exceto para outros escritores - páginas e páginas de "E então ele escreveu". Ah, ok.
O que eu desejo para você, George, é que talvez você possa dividir seu tempo entre o teclado e o mundo. Nunca é tarde demais para ter uma aventura genuína. Então, boa sorte. E não leve nenhum soldados de brinquedo de madeira. Muito obrigado por participar do Omni Visions Prime Time hoje à noite. E para o resto de vocês, obrigado por participar. Boa noite a todos.
Marilee : Obrigado por aparecer, George!
GeoRR : Feliz de ter vindo aqui. Ed, Ellen, obrigado por me convidar. Depois que resolvemos os problemas, foi divertido.
GeoRR : Boa noite, Pessoal.
ellendat : Boa noite, George, e obrigado por ter vindo.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.10.21 00:06 altovaliriano Sete Reinos Podcast #5 - "O Cavaleiro dos Sete Reinos - Conto 1"

Link: http://iradex.net/4955/sete-reinos-05-o-cavaleiro-dos-sete-reinos-conto-1/
Data de lançamento: 11 de março de 2015

O podcast é Sete Reinos é bem fácil de ser encontrado e eu já havia topado com ele algumas vezes no google. Ele pertence a um portal com podcasts de conteúdo próprio chamado iradex (que eu suponho que seja uma corruptela de "irado"). Não há nenhum episódio novo no podcast desde 21/05/2019, ou seja dois dias após o episódio final da oitava temporada de Game of Thrones.
O foco do podcast era realmente a série da HBO, tanto que há poucos episódios sobre livros de Martin. Na verdade, somente as novelas do universo de Westeros foram comentadas. Desse modo, para ter um bom efeito de comparação eu resolvi escutar o capítulo em que eles comentavam "O Cavaleiro Andante", que já venho analisando nas "Quintas não-ASoIaF".
O sotaque foi a primeira surpresa. Os apresentadores Raphael PH Santos, Kaio Anderson e Gabriel Franklin parecem ser todos cearenses (o portal iradex é do Cerará). Foi um alívio abençoado pensar que há gente criando conteúdo sobre os livros de Martin em todo o Brasil e não apenas no cinturão do Sul-Sudeste. Ambos apresentadores se mostraram engraçados e entrosados, especialmente considerando que era o 5º episódio de um podcast que produziu 52 episódios.
Porém, durante o episódio, os pontos negativos superaram em muito os positivos. Tecnicamente, o único problema real era a trilha sonora alta na maioria do tempo, atrapalhando o discernimento das vozes. Em relação ao conteúdo, os problemas eram mais vastos, então vou precisar de alguns parágrafos. No final, comentarei os poucos pontos que me pareceram positivos.
------------------------------
O programa foi dividido em 2 blocos, um sem spoilers, outro com spoilers e paralelos com a história de ASOIAF. Toda a análise foi superficial e demonstrando pouquíssima pesquisa. Me arriscaria a dizer que nenhum deles teria lido a saga inteira (àquela altura, podem ter lido depois) ou teria familiaridade com o fandom dos livros. Eles nem souberam explicar direito que O Cavaleiro dos Sete Reinos é uma coletânea e que eles estavam analisando a primeira novela "O Cavaleiro Andante".
Quando eles foram explicar o que era um cavaleiro andante a coisa piorou. Basicamente, disseram que consistia em um cavaleiro em busca de emprego, de guerra ou de um senhor para servir. Um cavaleiro desempregado, portanto. Ainda que a real condição do cavaleiro andante seja aberta a debate, há um SSM em que Martin o define como um cavaleiro itinerante, alguém que vaga procurando oportunidades reservadas a cavaleiros e guerreiros. Portanto, um simples pesquisa resolveria a confusão.
Mas os apresentadores não sabiam diferenciam um cavaleiro andante de um cavaleiro com terras. Como exemplo de cavaleiro com terras, Gabriel (salvo engano) citou EDDARD STARK! Eu tive que verificar se na série Eddard foi tratado como cavaleiro (afinal, não dá pra confiar na HBO), mas nem lá houve um disparate desses (aparentemente).
Eu pensei que não poderia ficar pior, mas ficou. Falando sobre como alguém se torna cavaleiro, foram ditas besteiras monumentais como "muitos nascem cavaleiro, mas muitos se tornam cavaleiro", que pessoas se tornam cavaleiros por ganhar um torneio ou por autoproclamação (eles leram a parte que Dunk teve que provar ser cavaleiro?). No meio da confusão falaram os meios corretos (cavaleiro armar cavaleiro, ordenação via septão).
Quando analisam a relação de Sor Arlan com Dunk, as besteiras se multiplicam. Dizem que Dunk superou o próprio mestre; que Sor Arlan era um cavaleiro "zé bunda" (gíria cearense, suponho) que vivia cantando a glória de um empante com Baelor Quebralanças; que Sor Arlan "não era tão decente" porque chamava Dunk de burro e minava sua autoestima; que Sor Arlan era um cavaleiro ruim porque teve uma morte "babaca" com um resfriado; que Dunk tirava ensinamentos de coisas frívolas que Sor Arlan falava.
Enquanto isso, qualquer pessoa nota Dunk dizia que Sor Arlan "sempre fora generoso nos elogios" e que o próprio Baelor se lembrava do empate com Sor Arlan. É tanto que os próprios apresentadores frisam que Dunk "vivia recorrendo aos ensinamentos" de Sor Zé Bunda de Centarbor.
Eu gostei que no começo do episódio, quando Raphael diz que o nome de Dunk é Duncan e Kaio o corrige falando que Duncan é um nome inventado e lembra que, na verdade, Dunk não sabe qual é o próprio nome. Mas tudo isso foi se perdendo aos poucos em uma chuva de informações equivocadas e elogios demagógicos a GRRM. Afinal, segundo eles, Martin tinha a história toda amarrada desde o começo e O Cavaleiro Andante é uma história em que Martin desenvolveu o passado do mundo que ele "cresceu escrevendo".
Erram a data de lançamento da novela, inventaram rejeições de comida na estalagem da história e disseram que Marin matou Baelor pelos mesmos motivos que matou Barristan (vivo nos livros). Mas nada supera eles terem dito que, ao contrário de As Crônicas de Gelo e Fogo, não fica claro de quem é o ponto de vista sob o qual a história é narrada! Eu não pude acreditar nos meus ouvidos quando isso foi dito.
Mas vamos aos pontos positivos, caso contrário o post vai ficar longo demais.
Eles fizeram uma boa análise de Egg. Mostraram como mesmo depois de se revelar príncipe, ele continuou a tratar Dunk por "senhor" e como essa rigidez moral provavelmente pode lhe ter sido passada por Maekar. Porém, destacaram a contradição disto com a fama de mentiroso de Egg e de como isso, aos olhos de Maekar, deveria ser um sinal de que todos os seus filhos eram problemáticos, não apenas os mais velhos.
Outra parte interessante foi quando associaram a loucura de Aerion por dragões com Daenerys. Fizeram o paralelo de Aerion bebendo fogovivo com Daenerys entrando na pira funerária de Drogo e sentenciaram "só não foi loucura porque deu certo".
Por fim, as razões pelas quais ele disseram que o livro era uma leitura recomendada foram bacanas. Por um lado, destacaram que é uma história menos complexa do que As Crônicas de Gelo e Fogo e que dava pra visualizar melhor a estrutura narrativa. Por outro lado, vê-se em primeira mão eventos que só se ouve falar na saga principal. Ou, como um deles bem colocou, uma coisa é ouvir falar de Woodstock, outra coisa é ter estado lá. Além do que, aprende-se melhor sobre as regras de torneio nesta novela do que em todos os outros livros.
Mas nada disso salvou as besteiras.
---------------------------------
Podcast sugerido
Esta semana sugiro o podcast Davos' Fingers.
Eu nunca escutei, mas várias pessoas o acham divertido e leve. Algum dia o escutarei.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.04.20 23:57 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - INTRODUÇÃO (PARTE 2)

O ano é 1420.
Em uma noite chuvosa, um homem encapuzado e vestido de preto dos pés à cabeça finta oficiais pasargadanos dentro do imenso e majestoso Castelo de Woodyard - antigo castelo da família Winchestter e, hodiernamente, a sede da Pasárgada. Por mais que se esforçassem, os soldados não conseguiam sequer triscar suas espadas e lanças nas vestes do invasor. Ninguém sabia como o misterioso homem havia driblado a segurança e adentrado no castelo da Pasárgada. E também não tinham nem noção de como para-lo: ainda que encurralado, o homem conseguia deslizar entre os seus perseguidores com agilidade jamais vista pelos mesmos, sem sequer sacar as duas espadas que levava às costas. O veloz sorrateiro passeou pelas salas do palacete e chegou ao trono do rei sem derramar uma única gota de sangue. Lá estava Matiza Perrier, sempre junto de sua esposa, Zoey Deschamps.
O sujeito se aproximou do rei da Pasárgada e prestou uma reverência à alteza, ainda sem proferir uma palavra sequer. Matiza, com seus longos cabelos negros e seu típico e habitual largo sorriso, debochou de seu exército, que não era capaz de frear as investidas de um simples plebeu. Descendo as escadas de seu trono dourado, Matiza disse aos seus comandados presentes na sala principal do palácio que ele mesmo despacharia o invasor, apunhalando a sua longa espada. O que a rainha e seus subordinados testemunharam nos 30 segundos seguintes beirava o insano.
Em menos de um minuto de confronto, o invasor desconhecido, com as mãos limpas, imobilizou Matiza Perrier. O rei, que era um exímio manipulador de armas brancas e que tinha em suas mãos uma montante suíça - uma espada imensa, que media nada mais nada menos do que um metro e meio - não teve chances contra os inacreditavelmente ligeiros ataques de seu adversário. Em questão de segundos e sob os olhares de sua esposa, Matiza Perrier foi completamente neutralizado. O comandante da Pasárgada riu do fato de ter sido derrotado em um combate por um popular. E, reconhecendo o talento incontestável de seu oponente, permitiu que este lhe dirigisse a palavra para revelar o que lhe trazia ao Castelo de Woodyard. O homem misterioso retirou o capuz e disse seu nome: Constantin Saravåj.
Saravåj discursou por alguns breves minutos ao rei da Pasárgada, dizendo que queria fazer parte dos ambiciosos planos pasargadanos de ter todo continente europeu aos seus pés. O homem - que já não era mais um garoto fantasista - afirmou que estava disposto a dedicar a sua vida inteira à sedenta ganância da Pasárgada. Sem tardar, as palavras de Saravåj convenceram Matiza Perrier, que foi contra a vontade de sua própria cônjuge e aceitou o desconhecido homem iugoslavo em seu exército. O comandante pasargadano, que costumava ser excessivamente seletivo na hora de escolher os seus soldados, mas impressionado como poucas vezes antes pela habilidade e destreza de Saravåj, não só admitiu o iugoslavo como um membro de honra de seu reinado como o fez um integrante da Elite Pasargadana. Na cabeça de Matiza, era preferível ter Constantin Saravåj como um aliado do que na oposição, afinal de contas, se tratava nitidamente de um homem perspicaz e perigoso.
A Elite da Pasárgada era um pequeno grupo de quatorze pessoas - agora quinze - que tinham funções-chave no governo pasargadano e que residiam no Castelo de Woodyard. Líderes militares. Administradores econômicos. Pessoas influentes. E, evidentemente, o rei e a rainha. Eram quem sabia e compactuava com toda sujeira que acontecia por baixo dos panos no governo de Matiza Perrier. E, dada a sua importância, os nobiliárquicos eram os pilares do presente e do futuro do império da Pasárgada: sempre que uma decisão importante pedia por ser tomada, uma reunião em mesa redonda era convocada com os integrantes da elite, para que estes entrassem em um consenso.
É interessante pôr em evidência que a fina flor da Pasárgada não era necessariamente composta por homens e mulheres capacitados e qualificados para seus respectivos cargos. A esmagadora maioria eram amigos pessoais do rei Matiza Perrier. Pessoas em quem ele confiava. Um misto de guerreiros, de fato, idôneos com cidadãos triviais e inseguros que apenas buscavam fama e poder. Naturalmente, a Elite também era composta pelas quinze pessoas mais beneficiadas com o capital desviado do povo de Acqualuza.
Saravåj foi encimado como o espião da Pasárgada e passou a usar o mesmo grande sobretudo branco de Matiza Perrier e dos principais membros pasargadanos, que levava um enorme "P" ao lado esquerdo do peito. O seu trabalho era o de apurar dados importantes dos territórios que faziam fronteira com a Pasárgada, se passando por um diplomata inglês, abrindo caminho para uma eventual invasão pasargadana. De todos os componentes da Elite Pasargadana, o iugoslavo era quem menos tinha contato com o rei. Talvez por passar mais tempo galgando de reino em reino em uma falsa missão diplomática do que no próprio território pasargadano. O único contato direto entre Saravåj e Matiza, em sua maioria, acontecia por meio de cartas ou bilhetes, com informações sucintas e diretas apuradas em terras que interessavam à Pasárgada. Na maior parte do tempo, o rei da Pasárgada sequer recordava de que Constantin Saravåj era um membro de seu esquadrão.
O guerreiro iugoslavo agia feito uma cascavel nas terras pasargadanas, esperando o momento certo para dar o bote. Mesmo após completos cinco anos da morte de Camilly Shaw, o peito do homem ainda somente conseguia abrigar raiva e rancor. Durante este meio tempo, o iugoslavo se absteve de todo e qualquer contato um pouco mais profundo com outro ser humano. Isolou-se em seus próprios pensamentos e focou unicamente em aperfeiçoar as suas técnicas de combate corpo a corpo, volta e meia invadindo e saqueando palácios, bancos e comércios dos burgueses para colocar a teoria em prática, sempre idealizando a queda da Pasárgada em seu horizonte. A medida que Constantin Saravåj arrombava portas, roubava sacos de ouro e assassinava nobres, ele tornava-se mais frio e incapaz de cometer erros ou sentir remorso.
Saravåj nunca conseguiu a total confiança e muito menos a amizade de Matiza Perrier ou de qualquer outro membro do alto escalão da Pasárgada. Mas, em contrapartida, da mesma forma, nunca esteve sob desconfiança. Aos olhos dos pasargadanos, Saravåj era um homem de poucas palavras, sempre com o rosto fechado e quase que invisível, mas que sempre arcava com as suas obrigações com rara eficiência.
Foi então que, sob a escuridão de uma fria madrugada, o guerreiro iugoslavo aproveitou-se de sua camuflagem natural entre os pasargadanos e da sua vasta experiência com roubos e furtos para saquear discretamente um cilindro metálico de acetileno, do depósito do Castelo de Woodyard. O acetileno é um gás impossível de ser avistado a olho nú e extremamente inflamável, usado na época, principalmente, como bomba.
O plano de Saravåj era, desde que colocou os pés pela primeira vez no palacete da Pasárgada, ter em mãos e explodir um cilindro médio de acetileno, causando um incêndio sem precedentes no Castelo de Woodyard. Com as chamas se espalhando pelas cortinas e pelos móveis de madeira refinada, Saravåj iria valer-se da confusão generalizada instalada pelo fogo entre as tropas pasargadanas para chegar até a sala do trono, da mesma forma que fez na noite em que ficou frente a frente com o comandante da Pasárgada pela primeira vez, e enfim, assassinaria o rei Matiza Perrier. Deixar o trono pasargadano vazio seria como jogar queijo aos ratos: por mais que, na teoria, Zoey Deschamps tivesse o apanágio de se tornar a rainha soberana após o falecimento de seu marido, os sobreviventes da avarenta nobiliarquia da Pasárgada, incapazes de entrar em concordância, dariam o pontapé inicial de uma disputa incessante pelo poder, instaurando assim, por mais uma vez, um governo instável sobre as terras de Acqualuza. Enquanto os monarcas pasargadanos testilhariam pelo domínio do império da Pasárgada, Saravåj abandonaria o seu fajuto lugar na Elite Pasargadana para se instalar no forte reino militar da Germânia, em uma crucial e sincera missão diplomática.
O reino da Germânia, do arrogante e egocêntrico rei Lindner Laiterberg, era o único governo que ainda era capaz de bater de frente com o império da Pasárgada. Em um cenário que contava com uma Inglaterra desestabilizada após uma série de escândalos envolvendo o governo de Sabino III e com o leste europeu cada vez mais mergulhado em uma profunda crise econômica, a Germânia, célebre por seu grande e organizado exército de soldados, era a única pedra no sapato da Pasárgada, que já havia tomado a Gália, a Catalunha e Coimbra (atual Portugal) para si, além de ter ao seu favor os abundantes recursos naturais da Península de Acqualuza. O clímax do plano de Saravåj contra a Pasárgada era agir em conjunto com Lindner Laiterberg, aproveitando-se da prepotência do mesmo. O guerreiro iugoslavo tinha em mente denunciar a fragilidade momentânea do reino pasargadano ao rei da Germânia, instigando-o a usar esta oportuna situação à seu favor para invadir as terras pasargadanas, que sequer contariam com um rei para mobilizar as suas tropas visando se defender, para assim, no fim das contas, tomar o vasto reino da Pasárgada para si. Sem a presença de um governo e com o foco voltado para um briga de interesses interna, a Pasárgada estaria totalmente desprevenida diante do ataque e deveria ser esmagada pela robusta hoste germânica em questão de semanas.
Após a queda pasargadana, Laiterberg certamente não se sairia bem em sua primeira experiência como imperador, ao ver tantos territórios sob sua responsabilidade. E, no decorrer do efeito dominó, sob a tutela de um regime menos sólido e menos rigoroso em relação à Pasárgada, cidadãos subversivos gauleses, catalães e coimbrenses provavelmente dariam início a um natural processo de revolução e independência, que tinha tudo para ser bem-sucedido. Mas, em todo caso, ainda que o monstro europeu se tornasse a Germânia e esta viesse a concretizar o plano de colocar a Europa inteira de joelhos, que no princípio era pasargadano, pouquíssimo importava para Constantin Saravåj. Contanto que ele pudesse usar o exército germânico como fantoche para massacrar a Pasárgada e devolver na mesma moeda o calvário que o reino de Matiza Perrier o fez passar há exatos cinco anos, não era significativo o final daquele roteiro. O planejamento de Saravåj não era perfeito e estava recheado de brechas. Mas havia chegado o momento de contar com o acaso - ou com a justiça divina, se esta de fato fosse real. Inspirado na CAJA, o iugoslavo definiu data e hora para realizar a sua conflagração.
Tudo caminhava como o articulado por Saravåj, até que, durante uma noite, o guerreiro despertou em seu quarto no Castelo de Woodyard com uma mão sobre a sua boca. Sem pensar duas vezes e em um movimento rápido e violento, o iugoslavo, em questão de segundos e sem dar tempo de reação ao seu oponente, levantou-se ferozmente e prensou o invasor contra a parede, batendo com força o corpo do desconhecido contra a madeira fina da parede de seu quarto. Mesmo em meio ao breu da madrugada, pôde identificar o rosto familiar: Randolph Mayoral. Inglês com descendência catalã, era o braço-direito de Matiza Perrier e comandante geral do exército da Pasárgada, além de ser a pessoa mais próxima do rei, em quem Matiza Perrier confiava cegamente. Cochichando para evitar chamar a atenção dos guardas noturnos, Saravåj perguntou à Randolph quais eram as suas intenções ali. Randolph Mayoral levantou as suas mãos calmamente, em um gesto de rendição, e afirmou que tinha o melhor dos propósitos. Estava ali para fazer um acordo. Saravåj soltou Randolph, que começou a caminhar lentamente pelo pequeno quarto enquanto falava. O inglês disse que estava observado Constantin Saravåj há algum tempo. Para ele, toda incógnita que envolvia o iugoslavo deixava evidente que este mesmo tinha segundas intenções nas terras pasargadanas. Randolph alegou que foi um espectador do furto de Saravåj ao depósito de Woodyard.
Neste instante, o iugoslavo arregalou os olhos e viu os seus cinco anos de planejamento se esvairando diante de si. Percebendo a aflição de Saravåj, Randolph riu e prometeu que não havia procurado pelo iugoslavo para fazer chantagens. O braço-direito de Matiza Perrier disse que também estava arquitetando uma rebelião contra a Pasárgada. Revelou que não considerava Matiza como digno de liderar um império tão poderoso como o pasargadano. Afirmou que não considerava como justo que Matiza Perrier, um mísero coitado que via a si mesmo como uma figura divina na Terra, tivesse tanta sorte. Sorte para ter metade da Europa à sua disposição. Sorte para ter seus pés beijados pelo povo da Península de Acqualuza, por mais que fosse o verdadeiro carrasco destes mesmos. E sorte para ter uma mulher maravilhosa ao seu lado - a quem ele traía constantemente e abertamente. Randolph Mayoral invejava Matiza Perrier, e estava somente esperando o momento adequado para derrubar o atual rei da Pasárgada de seu pedestal. Saravåj sorriu e disse para Randolph que seria uma honra tê-lo como aliado na revolta contra a Pasárgada.
De imediato, Randolph teceu as suas mudanças na estratégia de Constantin Saravåj: nada de acetileno, explosões ou chamas se alastrando pelo castelo. O inglês preferia optar por preservar o patrimônio histórico, mas sem deixar de lado a matança: o plano de Randolph era fazer do motim contra o governo de Matiza Perrier um enorme e sanguinário espetáculo teatral. Sobretudo, o delineamento do inglês se baseava em fazer com que os seus mais competentes e confiáveis soldados, integrantes do próprio exército nobre pasargadano, dos quais Randolph Mayoral era o capitão, penetrassem na sede da Pasárgada travestidos de cidadãos acqualuzenses, causando um alvoroço absoluto no esquadrão de guerreiros pessoais de Matiza Perrier, que seria atacado de surpresa. Não seria uma tarefa difícil convencer os guerreiros a virarem as suas costas para o rei com ilusórias propostas, envolvendo ouro e reconhecimento. Sem os seus habituais uniformes, com vestes de pano, portando espadas de ferro barato e com o hino de guerra "OS MONARCAS NÃO NOS AJUDAM!", em alusão à revolução de 1416, os súperos oficiais de Randolph Mayoral teriam a falsa invasão ao Castelo de Woodyard facilitada por ele próprio, que sabotaria as principais entradas do palacete - tarefa que Randolph dividira com Constantin Saravåj. Já dentro do palácio pasargadano, os hábeis oficiais de Randolph, sob a fantasia de militantes do povo de Acqualuza, repetiriam o Domingo Sangrento. Seria acrescida mais uma noite de chacina aos nobres na história da Península de Acqualuza.
O que por trás das cortinas era uma traição ao rei minuciosamente calculada pelos membros do mais alto escalão da Pasárgada, Randolph Mayoral e Constantin Saravåj, aos olhos da Pasárgada, do povo e de toda Europa teria todos os componentes de uma inesperada revolta popular. Seria a explicação mais plausível e não haveriam motivos para suspeitar-se de que Matiza sofrera uma apunhalada pelas costas de um próprio oficial pasargadano, fazendo com que a emboscada de Randolph e Saravåj passasse despercebida por todos. No desfecho, os planos dos dois integrantes da Elite eram idênticos: culminariam com a morte do atual rei da Pasárgada e com o abalamento absoluto da mesma. Saravåj animou-se, elogiou e acatou o planejamento de Randolph Mayoral, e ambos consolidaram a improvável aliança com um firme aperto de mão. Com o sol já nascendo ao Leste, Constantin Saravåj fez questão de abrir a porta de seu quarto para seu cúmplice, para que, a partir do instante em que Randolph cruzasse a porta, ambos dessem início aos preparativos da cova de Matiza Perrier.
Eram quase cinco horas da manhã. Quando enfim pôde voltar para sua cama, Saravåj sentiu um peso de duas toneladas sob seu travesseiro. O iugoslavo sabia que não podia confiar em Randolph Mayoral. Ficava óbvio nos olhos do inglês que o seu plano da rebelião contra a Pasárgada tinha um fundo falso. A real intenção de Randolph era sentar-se no trono vazio da Pasárgada depois da morte de Matiza Perrier, a quem ele fingia admirar. Disso, Saravåj não duvidava: Randolph, de fato, faria tudo o que fosse necessário para ter a Europa inteira à sua disposição. Para ter os seus pés beijados pelos cidadãos da Península de Acqualuza, por mais que fosse o verdadeiro carrasco destes mesmos. E para ter Zoey Deschamps - que era uma bela e formosa mulher - como sua esposa. Chegava a ser ridículo de tão óbvio. Trocar Matiza Perrier por Randolph Mayoral seria o mesmo que trocar seis por meia dúzia. Sob a visão de Saravåj, Randolph nada mais era do que uma versão menos ingênua do atual rei da Pasárgada. Para que o plano do guerreiro iugoslavo tivesse sequência, o trono pasargadano deveria permanecer vago. Se Randolph Mayoral se auto-coroasse rei da Pasárgada, o seguimento do planejamento de Saravåj perderia o sentido. Saravåj tinha que encontrar uma forma de matar dois coelhos com uma tacada só e tirar tanto Matiza quanto Randolph de seu caminho na noite da fajuta revolta contra o governo pasargadano. Para isso, Saravåj seguiu com a sua encenação. Fingiu ser um leal companheiro de Randolph Mayoral até o dia 11 de Abril de 1420, que, por ironia da vida, era exatamente o mesmo que o inglês fazia com o rei Matiza Perrier.
Eram sete horas da noite. Por coincidência do destino, mais uma vez em uma noite chuvosa, uma tropa de mais de cem homens vestindo roupas simples conseguiu arrombar a principal entrada do Castelo de Woodyard, avançando violentamente dentro deste mesmo pelo salão principal, aos berros. A guarda do castelo foi pega completamente desprevenida. Teoricamente, a segurança deles deveria estar garantida pelos altos e fortes portões de madeira do palacete. Muitos dos guerreiros de Matiza Perrier sequer estavam com suas armas de combate em mãos quando os revolucionários adentraram em Woodyard. Era inegável que Randolph Mayoral sabia como capacitar um esquadrão. Os supostos invasores acqualuzenses avançavam rapidamente dentro da sede da Pasárgada, dizimando sem fazer muito esforço as tropas pessoais de Matiza Perrier.
Naquele mesmo instante, no ponto mais alto do palacete de Woodyard, todos os componentes da Elite Pasargadana - todos, exceto um - estavam reunidos, na habitual mesa redonda de mármore, já cientes de que estavam diante de um ataque de seus próprios cidadãos. Eram várias as perguntas sem respostas. Teria o povo enfim descoberto sobre a corrupção pasargadana? Era a explicação mais verossímil para uma revolta tão repentina. Mas como? Haveria então um traidor infiltrado entre eles naquela sala? Inúmeros integrantes do alto escalão da Pasárgada exaltaram-se e encheram o peito para apontar dedos uns aos outros, fazendo acusações sem provas nem fundamentos. No meio do tumulto, estava o próprio mentor da investida contra os pasargadanos que acontecia alguns andares abaixo dos mesmos. E foi exatamente Randolph Mayoral quem acalmou os ânimos de seus colegas da nobreza com discursos repletos de cinismo. Randolph afirmou que, como Comandante Máximo do Esquadrão de Elite da Pasárgada, era seu dever expor-se ao perigo e descer ao salão principal do palácio para movimentar o exército da Pasárgada, na tentativa de evitar que o desastre alcançasse proporções ainda maiores, sempre em companhia de seu co-comandante, Marcell Cabral. O poderoso homem que estava sentado no centro da mesa redonda, Matiza Perrier, concordou prontamente com Randolph Mayoral.
Marcell Cabral, catalão de origem que foi criado na Inglaterra após ser rejeitado por seus próprios pais, era um amigo de infância de Matiza e um dos membros pioneiros da Elite da Pasárgada. Todavia, do mesmo modo, era um dos integrantes menos importantes e favorecidos do seleto grupo dos "quinze". O comandante pasargadano arrependeu-se amargamente de ter nomeado Marcell Cabral como integrante de seu alto esquadrão. Matiza Perrier julgava o catalão como inapto e intelectualmente muito abaixo dos demais. De fato, Marcell era um garoto inseguro e introvertido, que não demonstrava vocação em nenhuma área do militarismo. Tinha pouca intimidade com armas de combate e também não tinha desenvoltura suficiente para se tornar diplomata ou governante. Geralmente, era isento nas tertúlias da Elite Pasargadana e sequer opinava. Por fim, escondeu-se como co-comandante do primeiro escalão do exército pasargadano, em uma função que se simplificava a somente acompanhar o comandante supremo Randolph Mayoral. Exerceu essa função como pôde, por anos. Até aquela noite.
Enquanto desciam a sequência de escadas do Castelo de Woodyard, Randolph apunhalou Marcell covardemente, pelas costas. Com um pequeno e afiado punhal em mãos e com o catalão já agonizando no chão, o inglês esfaqueou Marcell Cabral mais uma vez, desta vez cirurgicamente na veia jugular de seu pescoço, dando um rápido e trágico fim ao sofrimento de Marcell. Marcell Cabral, por mais que fosse facilmente maleável, era uma testemunha em potencial do golpe contra o rei Matiza Perrier. O corpo sem vida do jovem catalão, em poucos segundos, foi coberto por uma grande poça de sangue, que pingava lentamente gotas cor vermelho-vivo entre um degrau e outro.
Randolph Mayoral, disposto a realizar barbaridades em nome do assassinato de Matiza, na intenção de usurpar o trono da Pasárgada do mesmo, passou a comandar os seus homens de perto quando chegou ao palácio principal. No salão, abriu um grande sorriso quando avistou incontáveis guerreiros que levavam a letra "P" ao peito caídos no chão, já sem vida. O Exército de Elite da Pasárgada, disfarçado de indignados representantes do povo da Península de Acqualuza, por mais que fosse menor em quantidade, se fazia maior em sua força de combate. Era só uma questão de tempo até que os rebeldes progredissem até a sala do rei e tivessem a cabeça de Matiza em suas mãos. Era nítido que o exército de Matiza Perrier estava desorganizado e, acima de tudo, amedrontado. Totalmente incrédulo de que o que estava acontecendo era real.
Entretanto, poucos minutos depois de Randolph chegar ao palácio principal e começar a proferir palavras de ordem aos invasores, pôde-se ouvir um estrondo ensurdecedor. Como um trovão que caíra dentro do Castelo de Woodyard ou como uma bomba que acabara de explodir nas proximidades do palácio. Após o barulho, soldados dos dois lados do campo de batalha permaneceram estáticos. Randolph Mayoral tentava disfarçar a sua inquietação mordendo os lábios. Ninguém conseguia imaginar o que poderia ter ocasionado um som tão alto e agudo. Foram segundos de tensão no palacete de Woodyard, até que, pasargadanos e acqualuzenses sentiram um calor descomunal em seus corpos. A temperatura do ambiente subiu aceleradamente. E quando os guerreiros, enfim, olharam para os lados, observaram chamas se alastrando pelas quatro paredes do palácio principal. Com seus olhos refletindo o fogo ardente, Randolph Mayoral não teve dúvidas: Saravåj havia quebrado o pacto.
O inglês permaneceu inerte, sem sequer morder os lábios desta vez. Constantin Saravåj havia colocado tudo a perder. Observando os seus homens lutando contra um adversário a mais, Randolph foi forçado a admitir em poucos minutos que a operação que prometia ser o pontapé inicial de um eventual governo pasargadano sob sua tutoria havia fracassado. Randolph Mayoral, enfim, tomou a relutante decisão de ir na mão contrária de todo pensamento que havia passado pela sua cabeça nas últimas semanas e rugiu para todas paredes do saguão principal, ordenando que os revolucionários cessassem a invasão. Os soldados da Elite Pasargadana, ainda travestidos de cidadãos de Acqualuza, retardaram para compreender o comando. O comandante do Exército de Elite da Pasárgada organizou o seu pelotão e mudou o alvo dos guerreiros: a meta, a partir daquele instante, era defender a sala real e caçar o atual espião da Pasárgada por todo metro quadrado do palacete. Randolph não sabia exatamente quais eram as intenções de Saravåj com o incêndio, mas era evidente que àquela altura do campeonato o iugoslavo era mais um inimigo do que qualquer outra coisa. Um grande ponto de interrogação invadiu o inconsciente de todos aqueles homens com vestes de pano de segunda sujas com sangue. Chegava a ser paradoxal. Há alguns minutos atrás, todos eles estavam dando a alma para assassinar Matiza Perrier a todo custo. E agora, por mais controverso que soasse, a missão era proteger o mesmo Matiza Perrier. E como se não bastasse, nenhum dos pasargadanos sabia com precisão quem era o responsável pela espionagem na nobiliarquia da Pasárgada. Nenhum daqueles homens tinha a mínima noção de quem era Constantin Saravåj Mandragora. Tão perdidos quanto os soldados pessoais de Matiza, os homens do Exército de Elite da Pasárgada tentaram seguir à risca a determinação de seu capitão, ignorando as chamas que se dispersavam pelas paredes como se houvesse um dragão feroz dentro do Castelo de Woodyard.
Alguns andares acima, Constantin Saravåj vivia um déjà vu após explodir com sucesso o cilindro de acetileno. O iugoslavo, ainda vestindo o sobretudo branco pasargadano, fintava os mais competentes combatentes da Pasárgada - tanto os que usavam fardamento quanto os que usavam trapos - e dançava com o fogo. Com a mesma velocidade anormal da noite em que invadiu Woodyard pela primeira vez, Saravåj concentrava todos os seus esforços em chegar no trono do rei antes dos pasargadanos. Matiza não podia fugir. Os seus cinco anos de planejamento dependiam apenas de sua competência. O espião conhecia o palácio como a palma de sua mão e não demorou muito até que Saravåj, se livrando de todos homens da Pasárgada sem nem mesmo colocar as suas mãos nas duas espadas que carregava nas costas, chegasse com êxito ao luxuoso salão de Matiza Perrier.
Contudo, lá o guerreiro iugoslavo somente pôde observar chamas. Nos quatro cantos da sala. O fogo consumia com voracidade todo móvel de madeira refinada. Subia rapidamente pelas enormes cortinas vermelhas. Derretia todo ouro que havia ali por puro capricho. Mas o trono estava vazio. Não havia nenhum rei. Não havia cetro de ouro, nem manto real. O comandante da Pasárgada não estava ali. Matiza Perrier havia conseguido driblar o incêndio e foi bem-sucedido em sua fuga, sem deixar quaisquer vestígio. Saravåj caminhou vagarosamente até o meio da sala real, tremendo, desconsiderando a temperatura-ambiente absurdamente alta. O iugoslavo olhava em câmera lenta para todos os lados, como uma criança que conhece um lugar pela primeira vez. O curto fio de esperança que dizia para o coração de Constantin Saravåj que tudo daria certo calou. Aquela sala vazia era o seu segundo calvário. Aquela mesma sala onde ele havia colocado Matiza Perrier no chão em poucos segundos. O iugoslavo sentiu a solidão monstruosa de estar sozinho com as chamas. No meio do salão, agachou e levou as mãos ao rosto, como se fosse desabar em lágrimas. E soltou um berro desumano.
As tropas pasargadanas se mobilizaram e controlaram o fogo em poucas horas. As perdas materiais foram inestimáveis. O aroma de cinzas corria por todas as salas do palácio. Muitos integrantes da Pasárgada tiveram os seus corpos degenerados pelo fogo e muitos mais tiveram o seu peito transpassado pelas espadas dos rebeldes. Foram quase mil baixas humanas para a Pasárgada, incluindo Marcell Cabral, membro da elite. Foi a maior chacina ante os monarcas desde o Domingo Sangrento.
Ainda antes que o dia se desse por terminado, o soberano Matiza Perrier não tardou para convocar uma assembleia imediata com todos os quinze membros da Elite Pasargadana. Ainda não estava claro na cabeça do rei o que havia acontecido naquela noite. Uma revolta popular? Mas por que? Como simples camponeses sabotaram a entrada de Woodyard? E como conseguiram causar um incêndio em proporções tão catastróficas? Uma pergunta levava a outra e nada parecia fazer sentido. O rei sabia que decisões pediam por serem tomadas, mas sequer sabia quais eram elas. Todos pasargadanos necessitavam clarear as suas ideias.
Na tradicional mesa redonda, Matiza, em sua primeira fala, ensaiou um fingido discurso de condolência a Marcell Cabral, pelos simbólicos serviços prestados pelo mesmo antes de sucumbir em combate - como se o catalão tivesse sido realmente primordial e valorizado dentro da Pasárgada. Após uma hora de debate, todos os nobres entraram em concordância. Na teoria proposta por Matiza Perrier, um pequeno grupo de revolucionários acqualuzenses, de fato, havia se rebelado e tentado derrubar o governo da Pasárgada naquela noite. A revolta popular era a explicação mais sã, embora fosse impossível dizer como os camponeses levaram tanta vantagem sobre soldados do mais alto escalão da elite pasargadana e de onde vieram as chamas que percorreram o palacete. O plano dos rebeldes clandestinos havia, sem sombra de dúvidas, sido muito bem arquitetado. Com isso, o alerta de Matiza e da Pasárgada foi ligado: existiam pessoas descontentes com o governo pasargadano vigente dentro da Península de Acqualuza. Era difícil saber quem eram e quantos eram. Mas, aparentemente, alguns cidadãos acqualuzenses tinham descoberto o antídoto para a cegueira social que a Pasárgada enraizou naquela região. Agora também haviam vozes contra os pasargadanos. O rei da Pasárgada não podia ir contra os seus fictícios ideais democráticos e simplesmente determinar a árdua perseguição de todos os seus opositores políticos. Matiza, prezando pela sua boa imagem perante o povo, deu carta branca para que os soldados da Pasárgada dessem um fim traumático a todo tipo de agitação revolucionária, mas como sempre, por trás das cortinas e embaixo dos panos. Com a cara limpa, o comandante continuaria discursando de modo hipócrita aos populares sobre a importância da pacificação e do direito igual a todos os cidadãos.
Na realidade, Matiza Perrier declarou guerra a um adversário inexistente: a alienação do povo seguia perfeita. O seu verdadeiro inimigo estava muito mais próximo do que ele podia imaginar. Randolph Mayoral, sempre presente à direita do rei, somente concordou com a cabeça com tudo o que Matiza Perrier expôs e deu gargalhadas falsas das piadas de péssimo gosto que o rei pasargadano emendava entre uma frase e outra.
Contudo, antes que a reunião da Elite da Pasárgada se desse por encerrada, Matiza Perrier percebeu pela primeira e única vez que havia uma cadeira vazia entre eles. Uma cadeira escondida à direita, no fundo. Era onde deveria se fazer presente o iugoslavo Constantin Saravåj. Milhares de hipóteses invadiram os pensamentos do rei pasargadano naquele momento. Talvez Saravåj tivesse tido o mesmo infeliz fim de Marcell Cabral durante a invasão dos rebeldes. Ou quiçá o guerreiro iugoslavo, sempre tão misterioso e retraído, fosse o artífice da agitação do povo acqualuzense contra os pasargadanos, instruindo os cidadãos da península em oposição à Pasárgada após denunciar aos populares a corrupção furtiva da administração de Matiza Perrier. Ou então o ex-espião pasargadano simplesmente tivesse se aproveitado do alvoroço para abandonar a Elite da Pasárgada sem dar satisfações para ninguém e dar novos rumos para a sua vida em outro lugar. Por mais que fosse divertido criar explicações para o sumiço do iugoslavo, o paradeiro de Constantin Saravåj era insignificante para Matiza, desde que este não cruzasse o caminho da Pasárgada mais uma vez. O essencial era que a Pasárgada seguisse mais forte do que nunca. Afinal, o trono de Matiza Perrier persistia intacto e o seu governo tinha cada vez mais o clamor popular. Os pasargadanos caminhavam a passos largos rumo ao seu lugar ao sol no velho continente. A Europa logo contemplaria o maior império que a humanidade já viu. Era apenas questão de tempo. Por mais injusto que fosse, Matiza Perrier tinha impreterivelmente o mundo em suas mãos.
Algumas horas depois da revolta dos cidadãos contra os pasargadanos, nas redondezas do Castelo de Woodyard, um homem encapuzado, vestido de preto dos pés à cabeça, fingia ler um jornal britânico em uma casa noturna. O sujeito somente passava os seus olhos nos letreiros do folhetim, enquanto se concentrava na conversa de dois homens que bebiam rum ao seu lado. Os amigos comentavam sobre o incêndio na sede da Pasárgada. Por mais que o fogo tenha se alastrando por boa parte do palacete, os representantes do governo pasargadano afirmaram que a gênese das chamas fora uma simples vela que caiu acidentalmente sobre uma majestosa cortina de tecido fino. Era óbvio. A Pasárgada não queria demonstrar instabilidade em seu governo.
O homem misterioso já havia escutado o suficiente. Ele levantou-se e se sujeitou ao chuvisco daquela madrugada. O indivíduo caminhou calmamente por alguns minutos, até que parou no exato lugar que deveria representar a linha imaginária que dividia a Península de Acqualuza, na Catalunha, e a vila de Balistres, na Gália. Exatamente na fronteira, o homem retirou o seu capuz, suspirou fundo, como nunca havia suspirado em toda sua vida e voltou os seus olhos ao céu, que abrigava milhões de estrelas naquela noite. O seu nome era Constantin Saravåj.
Naquela mesma noite, à alguns quilômetros do Castelo de Woodyard, uma artista nômade gaulesa que viajava pela Europa levando espetáculos artísticos para zonas periféricas deu a luz à sua primeira filha. A criança nasceu forte e saudável, e logo passou para os braços do pai, também um artista gaulês que partilhava da mesma ideologia de sua mulher. A menina erradiava alegria e paz com o seu choro de vida.
O seu nome era Anne.
A criança da profecia.
[Para os mais espertinhos: eu sei, a Iugoslávia só se formou no começo do século XX, após a Primeira Grande Guerra. A minha trama, de facto, se vale de alguns fatos históricos, como a Idade Média, a conjuntura social desta época e de regiões como a Gália e a Germânia, mas não tem exatamente um compromisso com a história como nós conhecemos. Eu queria um país que aglomerasse toda a região dos Bálcãs para ser o berço do Saravåj, e, talvez por falta de criatividade no momento, batizei essa região de Iugoslávia. Posteriormente, pode ser que eu chame essa tal "Iugoslávia" por outro nome, pra fugir desse impasse - e eu tô totalmente aberto a sugestões, hein. Para os mais espertinhos ainda: eu também sei, o acetileno só foi descoberto em 1800 e tantos. Como eu disse: o universo de Steel Hearts tem a sua própria história alternativa e uma realidade diferente da nossa - e isso serve para qualquer outra dissonância histórica na minha trama].
Obrigado por ler e aguardo ansiosamente pelo feedback! :)
submitted by Samuel_Skrzybski to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.03.21 02:50 vivao13 Como ser Mentalista

Olá, aqui é mais um artigo sobre mentalismo e nesse momento vou mostrar como você pode ser mentalista do zero. Isso mesmo, totalmente do absoluto zero e para isso você precisará apenas de uma boa conexão com internet e um computador.
Bom minha história com a internet é de longas datas, desde 1999 e pela internet você pode aprender qualquer coisa que deseje e inclusive ganhar dinheiro. Isso mesmo você pode ganhar dinheiro com a internet. E nesse link tem mais informações sobre isso.
O que você deseja aprender você pode conseguir e a internet está indo para um caminho em que nada é impossível com ela e principalmente aprender. Existe profissionais que ganhar dinheiro sem nunca terem cursado uma universidade e apenas com o conhecimento que adquiriu na internet.
As pessoas aprendem muito com vídeos, ou seja videoaulas e você pode pesquisar muito para achar o determinado assunto ou pode comprar uma videoaulas pagas... simples assim. Existe um mentalista chamado João Blumel muito bom.
E nessa página de como ser mentalista existe um excelente mentalista e ele ensina 100% online a descobrir os segredos de um mentalista. E é tudo pela internet... ou seja você não vai precisar pagar caro, vai aprender tudo online, não irá ter custos de transporte, muitas vezes hospedagem e alimentação e isso é fantástico e muito divertido. E é isso pessoal, até a próxima.
submitted by vivao13 to u/vivao13 [link] [comments]


Historias graciosas con moraleja ¿Cansado de Trabajar? y Cosas que no sabías. Parabéns pra voce - Música Infantil - Canções Populares ... O DIA DIVERTIDO DO PEQUENO HIPOPÓTAMO - CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL TARDE de HALLOWEEN con tu FAMILIA Las MEJORES historias para HALLOWEEN HISTORIAS divertidas Mucha Data - Cazzu ( Video Oficial ) - YouTube Aprendendo com Videoaulas: História: Descobrimento do ... Nastya juega con fotos mágicas, historias divertidas de ... HISTÓRIAS DIVERTIDAS de Slime Sam Sapeca - YouTube A história da letra b

Histórias com Amor: Histórias Contadas

  1. Historias graciosas con moraleja ¿Cansado de Trabajar? y Cosas que no sabías.
  2. Parabéns pra voce - Música Infantil - Canções Populares ...
  3. O DIA DIVERTIDO DO PEQUENO HIPOPÓTAMO - CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
  4. O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL
  5. TARDE de HALLOWEEN con tu FAMILIA Las MEJORES historias para HALLOWEEN HISTORIAS divertidas
  6. Mucha Data - Cazzu ( Video Oficial ) - YouTube
  7. Aprendendo com Videoaulas: História: Descobrimento do ...
  8. Nastya juega con fotos mágicas, historias divertidas de ...
  9. HISTÓRIAS DIVERTIDAS de Slime Sam Sapeca - YouTube
  10. A história da letra b

Este vídeo foi produzido pela Associação Espaço Vida+Amor, especialmente para vocês. Livro: O dia divertido do pequeno hipopótamo Editora: Todolivro (a educa... HE DIED AND MET GOD, AND HE WASN'T READY. The incredible near-death experience of Fr. Rick Wendell. - Duration: 1:16:25. Queen of Peace Media Recommended for you Se ainda não conhece o Super Slime Sam, esta é a sua chance de fazê-lo. Se você já é o fã do Sammy, aqui você encontrará seus vídeos mais engraçados. Assine ... Las mejores historias de HALLOWEEN que le hace ABEL a su abuelo, abuela, madre, hermano y padre. Aventuras de niños para halloween. ***SUSCRÍBETE GRATIS aquí... Parabéns pra você Nesta data querida Muitas felicidades Muitos anos de vida #MúsicaInfantil #Parabéns #CançõesPopulares Nastya cambia la apariencia de papá con la ayuda de fotos mágicas. Papá se ve chistoso con nuevos looks y disfraces divertidos. Al final, papá le enseña una ... Videoaula produzido pelo Barão do Pirapora para a Rideel no projeto Aprendendo com videoaulas de Kelly Gonçalves Varal de Histórias Recommended for you. 6:47. ... Alfabeto Divertido - Letra B ... Alfabetização - Sandra Puliezi 238,226 views. 12:08. Videoaula Educação Infantil- Data: 25/05/2020- Prof ... Mucha Data - Cazzu Hola a todos, este es un vídeo, el cal me gustaría decir que es especial, es educativo pero los entretendrá, creanme. Disfrutenlo. Mi página web en desarrollo: www.darkoloq86.es.tl.